Daiane Eu nunca pensei que um dia ia trazer o Vassoura dentro da minha casa. Tipo… nunca mesmo. Na minha cabeça, ele era o tipo de homem que a gente vê de longe, comenta com as amigas, sente aquele frio estranho na barriga e pronto. Não era o tipo de cara que senta na sua mesa, come da sua comida, olha pra sua mãe com educação e ainda puxa assunto como se fosse uma pessoa normal. Mas ali estava ele. Sentado na nossa cadeira velha da cozinha, com o joelho quase encostando na mesa porque o espaço é pequeno demais pra gente grande. O ventilador fazia um barulho de hélice de helicóptero velho, jogando vento quente na nossa cara, e o cheiro de alho fritando já tinha tomado a casa toda. Minha mãe mexia a panela com uma colher de p*u, visivelmente tensa. Eu conheço cada microexpressão dela

