Jogador Eu sigo o Vassoura à distância. Sem carro chamativo. Sem cria colado. Sem arma à mostra. Só eu, a moto desligada antes da curva, o capacete pendurado no braço e um gosto amargo na boca que não sai desde que Sayuri desapareceu. O lugar é neutro. Um bar esquecido por Deus e lembrado só por quem quer resolver coisa suja. Um espaço aberto entre uns morros que fingem não se odiar quando convém. Concreto rachado, mesa velha no centro, cheiro de poeira quente misturado com ferrugem e abandono. Perfeito pra conversa. Perfeito pra morte. Eu paro atrás de um muro baixo, observo. Vejo os dois. Vassoura tá de frente pro irmão, postura rígida demais pra quem só quer conversar. Os ombros tensos, mãos abertas, como se estivesse tentando conter algo que já passou do ponto. O rosto ainda ma

