Sayuri — O Morro Proibido

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Sayuri Eu tô sentada na cama do quarto simples que o Trovoada me colocou, costas encostadas na parede, joelhos dobrados contra o peito. O vestido vermelho curto tá amassado, o salto alto jogado no canto, pés descalços no chão frio. A minha cabeça dói. Dói pra c*****o. Eu não sei que horas são, não tenho celular, não tenho relógio, só a luz amarela fraca do abajur que deixa tudo meio amarelo, meio triste. O silêncio é pesado. Lá embaixo, ouço vozes abafadas, risada baixa. Eu encosto a testa na parede, fecho os olhos, tento respirar devagar. Inspiro contando até quatro, expiro contando até seis. Não adianta. A porta abre devagar. Trovoada entra. Sem camisa, bermuda preta, tatuagens subindo pelo peito magro e definido. Ele não fala nada. Só me olha. Olhar calmo, quase respeitoso. Nada de

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