Após sairmos do prédio completamente contra a minha v*****e, fomos para a parte da frente, onde de cara eu já pude avistar vários zumbis na grade que protege esse lugar.
-Eu quero que você mate todos. -Apontou para a grade com o seu taco de baseball.
-De jeito nenhum. -Falei.
-Ah, não? -Sorriu e se virou na direção de um carro que está estacionado do outro lado do local. -É isso ou eu vou ser obrigado a m***r ela.
Um homem desceu do carro e em seguida se dirigiu para a porta de trás. Assim que ele a abriu, Sofia caiu no chão com seus braços amarrados e sua boca tampada por uma fita.
-O que você...? -Olhei para ele e em seguida para Sofia.
O que ela está fazendo aqui?
-Vai me obedecer ou não, garoto?
Fechei minha cara e isso o fez sorrir.
-Cara, eu vou te confessar uma coisa. -Ele se aproximou de meu ouvido. -Até que ela é bonitinha. Aah, agora que eu fui entender. É por isso que você não quis ficar com nenhuma das minhas esposas não é? Puxa como você é fiel. -Ele sorriu e começou a sussurrar. -Mas aposto que elas fazem mais gostoso do que ela.
Negan se afastou de mim rindo e começou a falar com o homem.
-Leve ela para o quarto do castigo.
-Sim, senhor. -Ele começou a puxa-la e Sofia olhou em minha direção.
-Se você machucar ela... -Olhei para Negan.
-É como eu disse, se fizer tudo o que eu mandar, a sua namoradinha ficará bem. Então tudo está em suas mãos. Faça a sua escolha.
Mas o que é que ela tinha que aparecer aqui!?
O pior é que agora eu tenho que obedecer ele. E isso realmente não estava nos meus planos.
Caminhei lentamente em direção a grade e no meio do caminho peguei um pedaço de ferro no chão. Assim que comecei a acertar a cabeça deles, eu percebi que muito provavelmente isso vai levar a tarde toda.
Ótimo.
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-É. É isso aí. -Negan se aproximou de mim algumas horas depois. Até agora eu estava sobre os olhares de um dos seus homens. -Ótimo desempenho. E como recompensa eu vou deixar você descansar um pouco antes de irmos para a próxima tarefa.
Respirei fundo e passei a mão na testa que já estava molhada por conta do suor.
-Quero ver a Sofia. -Falei segundos depois.
-Sofia é a... Ah, sim. Sofia. -Repetiu. -Bom, isso vai ocupar o tempo que você teria para descansar.
-Não me importo.
-Muito bem, então. -Se virou para o cara. -O leve para ver a garota. -Se virou para mim mais uma vez. -Você tem 10 minutos.
O cara veio até mim e começou a me puxar para dentro do prédio. Após andarmos por quase todos os cômodos, descemos algumas escadas que deram para um lugar quase que completamente escuro.
-Dez minutos. -Disse antes de abrir uma porta de ferro. Ele me jogou aqui dentro e em seguida trancou novamente.
Ao olhar para a parte do fundo, encontrei Sofia sentada com as mãos amarradas. Ela ergueu seu olhar para mim mas não demonstrou qualquer reação.
-Por que está aqui? -Perguntei assim que fui para a sua frente.
-Eu não... não podia deixar você sozinho nessa.
Me abaixei e fiquei de sua altura. Peguei em suas mãos e comecei a desamarrar as cordas.
-Sofia, não devia ter feito isso. -Terminei de desfazer o último nó. -Agora ele vai te manter presa aqui e vai te usar como ameaça contra mim.
Ela permaneceu em silêncio.
-Temos que pensar em uma forma de te tirar daqui.
-Não. -Falou baixo. -Eu não vou conseguir. -Tentou ficar de pé mas vi os machucados no lugar em que as cordas estavam. -Está doendo muito. Não vou conseguir correr se for necessário.
-Eu vou dar um jeito. Nós dois vamos sair vivos daqui ainda hoje.
-Carl, olha, você viu como o Negan é. Ele pode acabar matando um de nós. Vamos esperar até amanhã. Eu tenho certeza que seu pai vai sentir a nossa falta e vai nos procurar.
-Até amanhã? Você vai morrer aqui dentro até amanhã. Eles não vão dar comida para a gente, Sofia. Não vamos aguentar.
-Por favor, me escute pelo menos dessa vez. Eu quero ver você bem. Até mais do que eu mesma. E se pegarem a gente, a primeira coisa que eles vão pensar em fazer é m***r você.
-Que se dane, contando com que você chegue em casa sã e salva, já é o suficiente.
-Mas que m***a, Carl. Para de falar bobagem. Eu já te falei que não vou sair daqui sem você. Não vim até aqui pra ver você morrer.
Respirei fundo e olhei para cima.
-Tudo bem, não vou discutir com você, até porque quem estragou tudo foi você.
-Como é que é? -Me olhou com a sobrancelha arqueada. -Fui eu quem tive a brilhante ideia de ter vindo para esse lugar? Quem quis bancar o herói foi você, não eu.
Neguei e desviei meu olhar do seu.
-Se tivesse me escutado desde o começo, não estaríamos aqui presos agora. Espero que esteja feliz com o que causou. O que esperava? Você achou mesmo que ia conseguir m***r ele sozinho?
-Eu fiz tudo isso pensando exatamente em você. -Olhei indignado pra ela. -Arrisquei minha vida pra deixar você em segurança e é assim que você me agradece? Puxa, super valeu a pena eu ter vindo até aqui.
-Eu só quero que você me fale em que momento eu pedi pra você fazer isso.
-Essa não é a questão, Sofia. -Passei a mão no cabelo. -Eu fiz porque eu amo você, tá legal? -Ela desviou seu olhar do meu. -E por isso eu estava disposto a fazer de tudo para te ver bem. Mas que ótimo ver como você reagiu diante disso tudo. -Me levantei. -Agora eu me arrependo de ter feito o que fiz. -Respirei fundo. -Vou sair daqui e vou cumprir tudo o que ele mandar eu fazer. Já você? Bom, você pode continuar vivendo nesse mundinho seu. -Fui até a porta de ferro e comecei a bater. O cara veio e a abriu.
-Você ainda tem cinco minutos.
-Já fiquei tempo demais. -Respondi.
-Bom, você é quem sabe. -Pegou em meu braço e me puxou. -Vou te levar de volta para o Negan.
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Está escuro e somente agora terminei de fazer tudo o que Negan mandou.
Depois do nosso pequeno desentendimento de hoje mais cedo, Negan me deixou ir vê-la novamente, mas recusei. Não acho que agora seja uma boa hora para eu ficar indo até lá como se nada tivesse acontecido.
Não vou dizer que não estou chateado com tudo isso, porque eu estou. Nós dois nunca conversamos dessa forma um com o outro, então acredito que seja normal eu estar m*l com a situação.
-Bom, como você me obedeceu durante toda a tarde, eu decidi que vou te dar um lugar para passar a noite. E caso queira, de madrugada eu posso pedir para uma das minhas esposas vir aqui te fazer companhia. -Ele sorriu.
-Obrigado pelo quarto. -Coloquei a mão no bolso. -Mas vou ter que recusar a sua segunda proposta.
-Você vai mesmo deixar ela falar daquele jeito com você e não vai fazer nada pra dar o troco?
-O que? Como você... -Não consegui concluir.
-As notícias correm a solta por aqui. -Sorriu. -De qualquer forma, a decisão é sua. -Começou a andar em direção a porta. -Mais uma coisa. -Se virou novamente. -Caso pense em fugir, eu a mato, entendeu?
Não respondi mas eu tenho total consciência de que ele é capaz de fazer isso sem pensar duas vezes.
-Vou considerar isso como um sim. Tenha bons sonhos. -Riu e voltou a andar.
-Espera. -O chamei mais uma vez. -Será que você poderia me trocar de lugar?
-Por que? Não achou esse quarto confortável? Eu sinto muito mas é o único disponível.
-Na verdade... -Pigarreei. -eu queria que me trocasse com ela. -Desviei meu olhar do seu. -Eu fico naquele lugar que ela está e você a traz para ficar aqui.
Negan não disse nada por um tempo.
-Eu vou pedir para a trazerem. Isso vai ser divertido. -Sorriu e fechou a porta.
Assim que saiu, me sentei na cama.
Eu sei que não estamos nos falando, mas apesar de tudo ela não não merece ficar 24 horas dentro daquele quarto escuro. Enquanto eu durmo aqui, ela fica no chão frio?
Tirei meu chapéu e passei as mãos sobre meu cabelo. Logo em seguida tirei o meu tênis, ficando descalço.
Olhei para a porta assim que ela se abriu, um homem apareceu segurando Sofia pelos braços.
-Não precisa me puxar, seu i****a, eu sei andar. -Ela falou.
Ele a jogou aqui no chão do quarto.
-Você está ficando louco? -Olhei para ele.
-Fica na sua aí. -Ele fechou a porta e Sofia permaneceu sentada no mesmo lugar.
Permaneci em silêncio e esperei ela dar a primeira palavra.
-Você que pediu pra fazer isso? -Perguntou após alguns segundos.
Concordei.
-Por quê?
-Porquê por mais que tenhamos discutido, você não merecia ficar sozinha naquele lugar.
Me levantei e fui até o local em que ela está. Estendi minha mão e a mesma me olhou sem entender.
-Vai, pode segurar, eu não mordo. -Ela sorriu fraco e segurou. A puxei.
-Obrigada. -Desviou o olhar.
-Você pode ficar com a cama. Eu fico no chão.
Ela parece não ter aceitado muito bem essa ideia mas concordou.
-Você já comeu? -Perguntei e ela negou. Olhei ao redor procurando algo para comer e vi sobre a mesa uma bandeja. Aonde há um copo com água e um pão. Fui até lá e peguei o pão, o partindo no meio. -Aqui. -Estendi e ela pegou meio receosa.
Assim que notei que ela já havia terminado de comer, peguei o copo de água e bebi um pouco, deixando o restante para ela. Em seguida peguei um dos lençóis extras que possui aqui e coloquei no chão, onde me deitei. Ela olhou para mim mas não disse nada.
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-Carl. -Sofia me chamou. -Você está acordado? -Perguntou ainda virada para o meu lado oposto.
-Sim. -Olhei para onde ela está deitada. -Está tudo bem? Você está sentindo alguma coisa?
-Não, é só que... -Permaneceu um tempo em silêncio. -Não quer se deitar aqui comigo?
Ela está falando sério?
-Tem certeza de que quer isso? -Me sentei.
-Tenho.
Me levantei e ao notar isso, ela deu espaço na cama. Deitei devagar e fiquei de barriga para cima, onde permaneci com o olhar focado no teto.
-Obrigada. -Suspirou.
Eu já esperava que ia ficar esse clima, só que estando aqui agora do lado dela, está bem mais estranho do que imaginei.
-Carl. -Me chamou. Virei minha cabeça o lado e fiquei aguardando ela continuar a falar. -Não, nada. Esquece. -Suspirou mais uma vez.
-Pode me falar. -Continuei a olhando.
-Eu... Eu quero me... Mas que d***a, por que é tão difícil de falar? Quer saber, esquece. -Falou por fim.
-Você pode me falar o que está te incomodando. Não tem problema.
-Eu só... eu só quero me virar, é isso. -Ela se virou rapidamente.
O que deu nela?
Fechei o olho e respirei fundo. Se ela não quer falar, não posso força-la.
-Carl. -Me chamou novamente.
-Oi, Sofia. -Permaneci com o olho fechado.
-Você pode me... abraçar igual daquela vez?
Virei minha cabeça em sua direção e a vi ainda virada para o meu lado oposto. Passei meu braço ainda receoso sobre sua cintura e ela se aproximou de mim. Encostando nossos corpos.
-Obrigada. -Colocou sua mão em cima da minha. -Como... Como pode fazer isso depois de tudo o que aconteceu hoje mais cedo?
-Não vai ser uma discussão que vai fazer eu parar de gostar de você. -Falei e arrumei o seu cabelo para o lado, já que acabou ficando em meu rosto.
-Eu fiquei m*l. Fiquei m*l por tudo o que eu te disse. Não foi minha intenção te ofender, quero dizer, foi... só que eu percebi que peguei bem pesado. -Começou a alisar minha mão com o seu dedo.
Ela se virou para mim e nossos rostos ficaram muito próximos.
-Desculpa. -Sussurrou.
-Tá tudo bem. -Peguei em sua bochecha. -Vamos esquecer tudo isso.
-Tá. -Sorriu e se aproximou um pouco mais. Em seguida encostou os seus lábios sobre os meus.
Me arrumei melhor na cama e isso a fez se levantar um pouco. Me assustei ao sentir ela se deitando em cima de mim. Não parei o beijo em nenhum momento e senti que ela estava com muita v*****e de fazer isso, já que sua mão foi em direção a minha e a levou em direção a suas coxas.
Dei um suspiro e comecei a alisar aquele local. Em seguida ela tirou sua boca da minha e foi em direção ao meu pescoço.
-Sofia. -Chamei mas ela não parou. -Sofia, é melhor pararmos por aqui.
Ela se jogou ao meu lado na cama e colocou as mãos no rosto.
-Eu... -Estalou a língua. -Me desculpa.
-Tudo bem.
Ficamos em silêncio por alguns segundos.
-É sério, eu não devia ter feito isso. Sei que só temos 16 anos e...
-Ei. -Me virei para o seu lado e peguei em suas mãos, as tirando do rosto. -Está tudo bem. Eu estava gostando. É só que... a gente não está em casa, sabe?
-É, é. -Suspirou.
-Agora vem, você precisa dormir um pouco. -A puxei para mais perto de mim.
-E você?
-Vou cuidar de você enquanto dorme. -Sorri e beijei sua testa.