Acordar com a luz do sol diretamente em meu rosto foi algo incômodo. Eu não estava nem um pouco a sento-la tão cedo, às vezes eu já acordava debaixo do teto do hospital ou, quando resolvia dormir em casa, minhas cortinas densas e grandes permitem que a luz ficasse apenas do lado de fora, me deixando confortável sobre minha cama de lençóis fofos e quentinhos. Mas na casa de Ferri é diferente, não há sequer cortina na janela. Realmente um incômodo. Mas, como nem tudo é r**m, bastou que eu me virasse resmungando sobre a cama, que precisei respirar vagarosamente, apreciando a imagem do homem que ainda dormia ao meu lado. Ele estava todo encolhido, ainda despido, mas com parte do corpo coberto com o lençol branco. Sua boca fazia um sutil bico e seus cabelos caiam um pouco sobre os olhos.

