Não fuja

1240 Palavras
- Bom dia, garoto. - Chanyeol disse perto do meu ouvido me fazendo sorrir. - Bom dia... Amor. - tentei chegar mais perto de si para lhe beijar, mas Chanyeol me parou, me fez desmanchar o sorriso e abrir os olhos olhando para sua cara séria. - Nunca mais me chame assim. Aquilo me matou por dentro. Senti uma coisa r**m se apossar de mim, como se todo meu interior gelasse. - Tudo bem, desculpa... É... Foi um erro meu, desculpa mesmo... - levantei da cama apressado, procurando minhas roupas que não estavam ali, mas pelo menos minha mala sim. Peguei a primeira coisa que vi para vestir. - Onde você vai? - E-eu tenho aula, esqueceu? É sexta. E depois eu tenho treino de baseball. - Você ja perdeu o primeiro tempo. Fica aqui em casa, eu faço um café para nós. - Não, E-eu tenho que... Estudar pra prova de geometria. Não posso faltar, mas eu fico na próxima vez, huh?! É, tchau. - Onde vai tio? - perguntou Kyungsoo todo fofo coçando os olhinhos e parando no corredor. - Vou sair, eu tenho que sair. Eu praticante corri daquele lugar rumo ao único outro que eu conhecia: o estádio. Não era nem um pouco perto da casa de Chanyeol, mas eu não me dei conta disso, eu estava acostumado a andar em sua moto ou pegar um ônibus, mas dessa vez não tinha nem uma coisa nem outra. Assim como não tinha prova de geometria ou treino hoje, houve jogo na noite anterior, é logico que não teríamos treinos, precisávamos descansar para a próxima partida. Mas por sorte Chanyeol não tinha consciência disso. Depois de uma hora e meia caminhando, finalmente cheguei ao estádio, já era por volta do meio dia e anda bem não tinha ninguém lá. Pulei a grade que dava para o campo e corri até a parte em que ficava o time, entrando para o vestiário e me escondendo lá dentro. Essa não era a melhor opção. Quando seu mundo está prestes a desabar você não deveria chorar e esperar tudo ruir e sim procurar um pilar de sustentação, mas nada parecia segurar aquilo, tudo parecia tão pesado para que eu fosse capaz de suportar. Fiz a única coisa que eu sabia fazer desde que era uma criança, sentei no chão, abracei meus joelhos e comecei a chorar. Mesmo sem ter meus pais em casa eu sempre tive tudo que precisava agora me deparava com o momento que eu não tinha nem uma casa nem um emprego, não havia jeito para que eu pudesse me virar sozinho. Chorei por tanto tempo que nem me dei conta de quando adormeci. Acordei já estava escuro, meu celular tocava e ele era a única coisa a iluminar a sala tirando a luz que vinha da porta de saída em caso de emergência. Sequei meu rosto e peguei meu celular que estava obre a mochila. - Onde você está? - ouvi a voz de Chanyeol do outro lado da linha e novamente aquele m*l-estar de apossou de mim. - N-na casa de um colega fazendo um trabalho. - As onze da noite, Baekhyun? Depois do seu treino? - É, a-a gente marcou depois do treino porque eu não podia faltar, a-ai a gente ta fazendo o trabalho. - Trabalho pro quê? - Pra prova ué. - Prova de quê? - Física. - Mas não era geometria? - V-vou ter as duas. - Ah, então me passa o endereço desse colega que eu tô indo te buscar. - falou irritado. - Não, e-eu vou depois que a gente terminar. - Que vai ser nunca, porque você não está na casa de ninguém. O Kyungsoo mente muito melhor, Baekhyun. Onde você está? - Em lugar nenhum. - E onde fica isso? Eu trabalho com endereços, anda logo. - Não, eu tô bem aqui. Não precisa vir me buscar. - Baekhyun, me passa a p***a desse endereço ou você não vai achar graça quando eu te achar. - Não, eu não quero falar com você, me deixa. - falei já chorando e desliguei o telefone. Que inferno, ele me disse aquilo de manhã e não era nem capaz de me deixar em paz e sofrendo sozinho. Desliguei meu telefone que não parava de tocar e tocar sem parar e continuei quietinho no mesmo lugar, minha barriga já reclamava de fome, mas eu não tinha nada comigo e nem dinheiro para providenciar alguma coisa, por isso apenas peguei meu casaco que estava em minha mochila e me cobri voltando a dormir e tentando conter as lágrimas. {•••} - Acorda moleque. - Senti alguém me sacudir e abri os olhos não conseguindo enxergar muita coisa - Há quanto tempo você está aqui? - E-eu cheguei agorinha. - respondi a me ajeitando e já levantando. - Você estava dormindo e ficou dormindo pelos vinte minutos que estava aqui. Então você não chegou agora. - Eu quero dizer que cheguei pouco antes de você. - Tudo bem, vamos pra casa. - ele segurou meu braço e eu o puxei de volta. - Eu não quero ir com você. - Como não quer? Do que está falando? - Eu não quero mais ver você Chanyeol, não quero incomodar você e nem ficar criando expectativas no que não tem. Não me faz bem ficar assim. - Está dizendo que até agora eu estava apenas iludindo e magoando você? - Não disse isso... eu só... - Você pensa isso. Foi pelo que eu disse de manhã?! Criança estúpida, não precisava de tudo isso por aquilo. É só não dizer e pronto. - Se não me quer por que eu iria com você? - Se eu não quisesse eu não deixaria meu filho em casa e iria procurar por você? - E-eu... - Você acha mesmo isso? Você está certo da decisão que está tomando? Chanyeol estava me olhando com... Raiva. Aquilo me deixava ainda mais confuso e com certeza eu não tinha certeza da minha decisão. Porque de uma forma quase obsessiva eu o queria não importa o quê. - Eu quero você. - disse baixinho. - Então vamos pra casa e para com essa frescura antes que eu encha sua b***a de tapas e te coloque de castigo. - Vai me castigar? - perguntei falsamente assustado e Chanyeol riu, parecendo se dar conta do que tinha falado. Eu não era seu filho, mas Chanyeol parecia me tratar como tal quando estava irritado. - Vou, vou te castigar! E talvez eu devesse começar agora! Chanyeol me puxou para ele e eu não resisti quando senti seus lábios em contato com os meus, pulei em seu colo aproveitei mais do contato, não demorando a me esfregar em si com vontade de sentir seu m****o duro tocar minhas nádegas. Não demorou para que eu sentisse meu corpo contra a parede e Chanyeol beijando meus lábios. Rapidamente nossas roupas foram ao chão e ele estava dentro de mim me fazendo gemer pedindo por mais. Não consigo acreditar que ele é tão problemático e que tudo que nos cerca parece ter esse teor s****l. E também não consigo acreditar como o amo além disso. Sentir seu beijos e sua pele quente contrastando com com a parede gélida em minhas costas foi o melhor da noite, o melhor de um dia onde passei que nunca mais o veria, mas no fim eu estava rendido em seus braços novamente.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR