Ela recebe meu abraço. Perco-me nos fios de seus cabelos, deixando me esvaziar por completo. Pondo tudo de r**m para fora por uns cinco minutos ou mais, perco a contagem de tempo. Quando me afasto de seus braços olho diretamente nos olhos de minha mãe. – O que houve meu filho? – inquire ela. – Quem fez isso com você? – diz olhando para todos meus ferimentos. Passando de leve o dedo indicador em meu olho machucado. – Foi o pai, mãe – digo depois de uns segundos em silêncio. Ela me leva até o sofá e me senta ali. Dona Alzira está olhando tudo, atônita. Vejo a confusão em seus olhos. – Mas por que ele faria isso, Max? – pergunta ela, mamãe se ajoelha aos meus pés e pousa as mãos com cuidado em minha coxa esquerda. Respiro fundo buscando o que me resta de força e coragem para contar a ela

