Christopher Uckermann
Assim que Dulce desmaiou eu corri para pegá- la no colo, a levei até a ala de enfermagem da delegacia e deitei ela na maca em que havia ali. Por ser uma ala quase não utilizada precisei tocar um alarme para que aparecesse uma enfermeira, que apareceu prontamente
Ucker – Ela desmaiou, Paula
Paula – Ok agente Uckermann, vou dar uma olhada nela, fique tranquilo – sorrindo e passando a língua pelos lábios – O que acha de irmos fazer algo hoje a noite?
Sim, eu já havia transado também com Paula algumas vezes, é uma mulher loira, alta e muito bonita mas digamos que no sexo é totalmente café com leite e também tem o fato de que é muito grudenta, vive mandando mensagens, imaginem se a Marian vê?
Ucker – Estamos na delegacia, por favor não vamos tratar de assuntos pessoais aqui – Sério
Paula – Então isso quer dizer sim?
Ucker- Isso quer dizer que você tem que fazer o seu trabalho, Dulce ainda está desmaiada, demais assuntos conversaremos depois, outro dia talvez
Paula – Ok – bufou
Ela foi batendo os pés até onde estava Dulce Maria e pude vê- la pegar um pano, molhar com álcool e passar no nariz de Dulce. Eu fiquei ali sentado na sala de espera, era um local pequeno, haviam apenas 3 cadeiras, 1 banheiro e a sala de atendimento, como eu disse era pouco usada pois quando algum dos agentes sofre algo mais grave, como por exemplo levar um tiro levamos para o hospital da polícia, que fica a 2 quadras daqui
Paula – Pronto, Dulce já acordou e está muito bem, só estava fraca por não ter se alimentado
Ucker – Muito obrigado
Me despedi e sai dali antes que ela começasse a falar novamente de sairmos hoje mas hoje não daria pois é meu aniversário de namoro com Marian. Eu já estava um tanto quanto atrasado, então só passei pela sala, peguei minhas coisas e fui para o carro.
Enquanto dirigia eu não pude deixar de pensar em Dulce, ela está tão triste e preocupada com a amiga e a investigação que esquece de cuidar de si mesma. Quase não nos falamos muito, mas a conheço suficientemente bem, muitas vezes se faz de durona mas quando se trata de quem ela ama, ela se mata por dentro.
Cheguei em casa pouco depois e ao abrir a porta de casa dei de cara com Lola a cachorrinha de Marian, então já sabia que Marian estava ali. Fiz um carinho na cachorra, deixei minhas coisas em cima da mesa e fui até o quarto, encontrando Marian terminando de se arrumar, vamos sair para jantar
Marian- Atrasado como sempre – Olhando para o espelho
Ucker – Sabe que o meu trabalho não tem hora, já devia ter se acostumado
Marian- Não perde tempo falando, vai logo tomar banho, já separei sua roupa
Não tinha como não gostar de Marian, ela sempre faz de tudo por mim e tenta me fazer feliz de todas as formas, porém eu não me sinto completo e não entendo o porque.
Tomei meu banho rapidamente e me troquei. Marian havia separado um conjunto mais casual, camisa polo e calça jeans, sabe que não gosto de usar roupa social no dia a dia, somente no trabalho. Nos pés calcei um tênis.
Fomos ao Porfirio's, um dos restaurantes mais caros do México. Esqueci de dizer que Marian tem esse defeito: só gosta de luxúria.
Pedimos nossos pratos, eu pedi Chilaquiles e ela Pozole. Tomamos algumas taças de vinho, convermos bastante, eu gostava da companhia dela. Percebi que já estava ficando tarde e eu já estava um tanto quanto alterado, precisava ir embora para estar amanhã cedo na Televisa. Ela não gostou de saber que teríamos que ir embora mas ela não tinha muita escolha:
Ir embora ou ficar ali sozinha
Entramos no carro e notei que ela estava um tanto quanto provocante, passando as mãos pelo corpo todo e acariciando os s***s, eu já estava de p*u duro e precisava fuder. Assim que chegamos em casa, fechamos a porta e eu a prensei contra a parede, iniciando um beijo excitante.
Pouco tempo depois já estávamos os dois nus em cima do sofá da sala
Ucker- Fica de 4 pra mim vagabunda, quero te comer desse jeito
Ela sorriu safada e enquanto se arrumava na posição eu fui até o quarto, peguei uma camisinha e coloquei no meu p*u. Enfiei meu p*u com tudo em sua b****a, estava muito e******o mas enquanto dava as estocadas algo me incomodava: Eu não conseguia parar de pensar em Dulce Maria ali, de 4 pra mim e a gente fudendo gostoso como era antigamente.
Ucker – p***a! c*****o!
Gritei minutos depois de ter gozado , seguido dela.
Marian- Você é uma máquina, Christopher
Ucker – Eu sei
Juntamos nossas coisas da sala e fomos para o quarto, transamos mais uma vez e mais uma vez eu pensei em Dulce Maria. Pouco tempo depois Marian me abraçou e nós dormimos
✨
Acordei 08h já praticamente pulando da cama, precisava estar na televisa as 09h e a emissora não era nem um pouco perto da minha casa. Me troquei rapidamente enquanto aguardava o café ficar pronto na cafeteira, dei um selinho em Marian que ainda dormia, tomei meu café em 2 goles e saí.
Devo agradecer a Deus por não ter pego trânsito nenhum, cheguei na Televisa as 08:47, cumprimentei alguns conhecidos que tinha ali e fui para a sala de coletiva. Logo que cheguei lá encontrei um monumento em minha frente: Dulce Maria conversando com alguém, vestida com saia social que mostrava bem suas pernas e marcava sua b***a, camisa social que estava com 1 botão aberto mostrando seu decote e o cabelo solto e liso, gostosa pra c*****o, p**a que pariu!
Eu estava olhando para ela e pensativo, quando senti alguém tocar meu ombro.
Pretzel – Agente Uckermann que bom que chegou!
Era Pretzel, um dos donos da Televisa
Ucker – Olá Pretzel, como vai? – Sorri
Pretzel – Bem e você?
Eu iria responder se alguém não tivesse informado no microfone que a entrevista já iria começar e que teríamos que estar apostos. Fui até a mesa onde tinham os microfones e me sentei, logo em seguida Dulce Maria se sentou também ao meu lado e nos cumprimentamos com o olhar
Pretzel- Podem começar
Pigarriei um pouco e então finalmente começamos a entrevista, por segurança Dulce pediu para que não fosse dito o nome dela, somente o sobrenome de sua mãe, estranhei mas não questionei
Ucker – Hoje viemos aqui alertar vocês sobre um assunto muito sério e que não se vê mais sendo falado, mas que faz vítimas praticamente todos os dias: o tráfico humano
Dulce - Traficantes de escravas o mundo todo acabam descobrindo como ganhar dinheiro comprando e vendendo pessoas
Ucker - Uma grande quantidade de Cocaína no atacado tem o valor aproximado de R$ 250,00 aproximadamente mas só se vende uma vez - passando a língua nos lábios - Uma mulher ou menina tem o valor de R$ 50 a R$ 100.000,00 mas pode ser vendida todo dia 1,2,3 ou centenas de vezes ao dia, o lucro é imensurável
Dulce- O tráfico humano senhoras e senhores é, infelizmente, o negócio do futuro das organizações criminosas. Mas não podemos deixar isso acontecer, temos que combate- los o quanto antes.
A entrevista durou algumas horas, era um pouco cansativo, mas preciso. Não pude deixar de notar no quanto Dulce ficava, vamos dizer, um tanto quanto chamativa falando daquela forma. Dulce é uma mulher muito inteligente.
Assim que terminamos a Dulce foi embora, tínhamos que ir para a delegacia, eram ainda 15h da tarde então poderia aparecer alguma emergência e lá era melhor para continuarmos com as investigações. O que me deixou um tanto quanto curioso é chegar no estacionamento da emissora e ver Dulce dando pontapés no seu carro e xingando ele de todos os palavrões possíveis, impossíveis e imaginários.
Ucker – Aconteceu alguma coisa?
Dulce – Não, estou batendo no carro por puro hobbie, adoro fazer isso – rindo ironicamente e dando pontapés no carro
Ucker – Você não cansa de ser ignorante com as pessoas? Que p***a!
Dulce- E você não cansa de fazer pergunta um tanto quanto i****a? Não está vendo que eu estou batendo no meu carro porque ele não quer funcionar?
Eu não estava com um pingo de vontade de ficar ali ouvindo seu m*l humor e suas grosserias, estava cansado demais e ainda teria muito trabalho pelo restante do dia, para ter que aguentar Dulce Maria. Ameacei entrar no carro mas ao que parece, a ruiva não vai me deixar em paz
Dulce – Vai embora? Não serve nem para ajudar uma mulher, p**a que pariu! Só tem p***o mesmo
Ucker – Talvez eu te ajudaria se você fosse um pouco mais educada
Dulce – Ok - revirando os olhos - me ajuda por favor
Ucker – Agora sim, Dulce Maria sendo educada, é assim que eu gosto!
Passei os olhos pelo carro, fui até a frente e abri o capô. Fiquei ali por alguns minutos analisando o motor, Dulce Maria ameaçou começar a falar algo mas logo pedi para ela ficar quieta e me deixar trabalhar.
Ucker – O carro está com problemas no motor, e dos sérios pois ele está super aquecendo e falta água no radiador, vai ter que levar para o mecânico.
Dulce – Não acredito, como vou fazer agora?
Dulce passava a mão pela cabeça em sinal de desespero e eu a observava porém não poderíamos ficar ali por muito tempo
Ucker – Se quiser eu te dou uma carona, pois se você for esperar pelo seguro chegar, vai ficar aqui o dia todo e acho que temos bastante trabalho, não?
Dulce – Não quero sua carona e nada que venha de você, obrigada - Irônica
Ucker – Quer saber? Vai se fuder! Fiz até demais em tentar te ajudar, fique ai esperando pelo seguro, mas fique ciente de que Parker ficará sabendo de tudo, vai saber que não quis vir trabalhar por livre e expontânea birra.
Entrei no carro, coloquei o cinto e quando liguei pude ver e ouvir Dulce bater no vidro, então abri a porta para ela
Ucker- Que milagre! – Franzi a sobrancelha
Dulce – Sem conversas Christopher e sem toques também, vamos logo
Ucker – Fica tranquila Dulcinha, não faço nada que você não queira, mas saiba que estou com saudades de t*****r bem gostoso com você
Dulce nada respondeu, virou o rosto para o vidro e seguimos para a delegacia em silêncio
✨
Chegamos e assim que entramos em nossa sala demos de cara com Parker, ele estava bem sério e parecia preocupado
Parker – Chegaram juntos? O que aconteceu?
Dulce – Meu carro quebrou na emissora, amanhã cedo vou buscar ele e levar para a mecânica
Parker – Não precisa ir tão cedo, eu não deveria fazer isso mas vou ter que dar folga para vocês amanhã
Ucker – Folga? Parker, estamos no meio de uma investigação complicada, não podemos ter folga!
Parker – Sim, darei folga para vocês amanhã mas Segunda feira quero os dois aqui, o trabalho será dobrado
Ele continuava a nos olhar seriamente, quando Parker está dessa forma já sabemos que estamos no meio de uma bomba, então ele continuou a falar
Parker – Hoje, depois da entrevista, recebemos a informação da polícia local da cidade de San Miguel de Allende que mais de 200 meninas da cidade sumiram
Ucker – c*****o!
Dulce – Ai não- Senta chorosa na cadeira