Christopher Uckermann
Estava no caminho de casa pensando em tudo o que havia acontecido hoje, desde o quase sequestro da menina até nossas horas de sexo. Hoje eu tive a plena certeza de que o corpo de Dulce pertence a mim e eu, sentia falta de um sexo tão bom. Marian é legal, educada, gosta de mim e eu gosto muito dela, mas o sexo com ela não me faz completo igual a Dulce. É diferente e eu não sei explicar
Assim que cheguei em casa, Marian já estava com a sua bolsa arrumada e reclamava mais uma vez do meu atraso. Marian não mora comigo ainda, mas sempre que vamos fazer algo juntos ela dorme na minha casa. Nós vamos jantar na casa dos seus pais em Guanajuato, cidade interiorana daqui da Cidade do México, será um jantar em família pois meus pais também estarão lá. Provavelmente o assunto principal será o casamento, algo que não estou nem um pouco afim de ouvir mas por outro lado, estou feliz pois vou ver meus pais, eles não moram no México e quase não tenho os visto por falta de tempo e confesso que estou com saudades.
Tomei meu banho rapidamente, separei uma troca de roupa, seria só uma noite pois amanhã cedo terei que estar na delegacia novamente então eu não tinha muito o que escolher.
Ucker - Já está pronta?
Marian - Sim, vamos ?
Ucker - Vamos!
Dei um selinho nela e fomos em direção ao carro, colocamos nossas bolsas no porta malas, entramos e seguimos viagem. Seriam aproximadamente 2 horas na estrada. No som coloquei o meu pen drive que tinham mais de 100 músicas.
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A viagem foi um tanto quanto silenciosa, eu viajava em pensamentos enquanto Marian dormia quase o tempo todo. Mil coisas passavam pela minha cabeça: tudo sobre a investigação, Dulce Maria e até mesmo a filha dela.
Assim que chegamos, acordei Marian, pegamos nossas bolsas e tocamos a campainha, sendo atendidos por Angélica, a governanta da casa.
Angélica - Boa noite Sr Uckermann e Sra Zapico
Marian - Boa noite Angel, como está?
Ângela - Até que enfim chegaram!
Dizia Ângela, mãe de Marian vindo em nossa direção
Marian - Oi mamãe, que saudades - sorrindo
Angela - Eu também estava com saudades - Apertando as buchechas dela - E você Christopher, está bem?
Ucker - Estou bem sim, obrigado - Sorrio de canto
Ângela - Vamos até a sala, estávamos todos lá aguardando por vocês
Assentimos, Angélica pegou nossas bolsas para levar até o quarto de Marian e fomos com a Ângela até a sala. Era uma casa um tanto quanto grande, a família de Marian sempre teve muito dinheiro. Entramos na sala e lá estavam Marcos pai de Marian e meus pais.
Alexandra- Filho!
Minha mãe veio até nós com um sorriso enorme no rosto, eu nada respondi, somente a abracei fortemente e beijei- lhe o rosto. Meu pai veio logo em seguida
Victor - Que saudades meu filho
Ucker - Sinto tanta falta de vocês
Meu pai me puxou para um abraço e eu o abracei fortemente também, acho que faziam uns 2 anos ou mais que eu não via meus pais.
Alexandra - Como está meu filho? Tem se alimentado bem? Está tão abatido
Ucker - Estou bem mamãe, não se preocupe
Victor - Sua mãe está certa, você está bem abatido e precisa se cuidar
Ucker - Só estou trabalhando muito, mas não se preocupem
Ficamos conversando um pouco juntamente com os pais de Marian e o assunto chato do casamento começou, se estendendo até o momento do jantar
Ângela - Acho que vocês deveriam passar alguns dias aqui para resolvermos os assuntos do casamento
Marian - Mamãe, Christopher está trabalhando muito, não tem como ele ficar aqui
Vi meu pai ameaçar dizer algo, mas Ângela continuou a falar
Ângela - Já que ele não pode, porque você não fica aqui alguns dias, filha?
Marian - Bom, eu não posso deixar o Christopher sozinho e...- A interrompi
Ucker - Marian eu não sou nenhuma criança e sei me virar sozinho, pode ficar se quiser. Assim você mata saudades dos seus pais
Marian - Já que é assim, está bem, eu fico - sorrindo - Ainda bem que eu tenho umas roupas aqui, não ficarei sem
Alexandra - Pode aproveitar para ver os preparativos de casamento junto com Ângela
Marian - Verdade, tia Ale
Marcos - Quero te mostrar também algumas coisas da nossa empresa
Eles ficaram conversando enquanto o jantar era servido, hoje comeríamos Enchiladas com molho vermelho o que me fez lembrar de Dulce Maria, ela adora cozinhar Enchiladas quando tem tempo, aliás ela adora cozinhar e sempre que eu estava na casa dela fazia algo gostoso para comermos.
Finalizamos o jantar e meu pai me chamou para ir com ele até a varanda, dizendo que queria conversar.
Ucker - O que você quer falar?
Victor - Nada, apenas conversar. Faz tempo que não o vejo e, percebi que aquele papo de casamento não estava deixando só a mim entediado, mas você também estava. Vamos falar sobre qualquer coisa que não seja casamento
Ucker - Realmente é um assunto bem chato
Nos sentamos em um banco que havia ali, percebi que ele estava um tanto quanto quieto
Ucker - Porque está com essa cara ?
Victor - Nada, somente pensando na empresa - Olha para mim - Como está no trabalho?
Ucker - Normal - dando de ombros - Nada de novo
Eu queria muito poder dividir com o meu pai a minha preocupação com as investigações, mas não faço por 2 motivos: meu pai não gosta de saber que trabalho no FBI e também temos uma regra de não contar nada da investigação para pessoas que não estão envolvidas.
Victor - Filho, seja sincero comigo, você gosta mesmo da Marian ?
Ucker - Ah pai - passo a mão no rosto pensativo - Eu gosto sim, ela me faz bem e é uma ótima companhia
Victor - Se gosta, porque a trai?
Ucker - As vezes me pergunto isso, eu não consigo ser fiel, gosto dela mas parece que preciso de mais, como se eu estivesse incompleto, sabe?
Victor - Meu filho, pense muito bem antes de se casar. Falo isso pelo seu bem e pelo dela, Marian não merece isso, é uma pessoa maravilhosa
Continuamos conversando mais um pouco, agora falávamos sobre mulheres, meu pai contou algumas coisas do passado dele, dávamos bastante risada. Minha mãe foi até nós
Alexandra - Ah, então os meus dois homens estão ai - surpresa
Victor- Vem amor, senta aqui no nosso meio - batendo no banco
Alexandra - Está bem - se sentando - Eu sinto tanta falta de ter minha família assim, completa
Eu e meu pai nos entreolhamos e abraçamos ela ao mesmo tempo, a enchendo de beijos. Minha mãe só sabia rir, adorava isso nela.
A conversa seguiu- se até que o celular dele começou a tocar
Alexandra - Não atende, vamos continuar conversando
Victor - Impossível, é da empresa e eu preciso atender
Meu pai não esperou minha mãe responder nada e entrou novamente na casa. Pelo vidro que havia atrás de nós percebi ele falar com a empregada, acho que estava procurando um lugar calmo para falar no telefone e quando olhei novamente para a minha mãe ela estava cabisbaixa, podia dizer até que estava chorando
Ucker - Porque está assim?
Alexandra - Nada não meu filho, eu vou ficar bem - passando as mãos pelo rosto
Eu me aproximei dela mais ainda e levantei o seu rosto para mim, olhando nos seus olhos
Ucker - Eu sei que está acontecendo algo, fala por favor
Ela ficou por alguns segundos quieta, correspondendo ao meu olhar até que finalmente começou a falar
Alexandra - É que seu pai agora vive para trabalhar, não tem tempo mais para mim, ele está sempre no trabalho e quando não está trabalhando está na rua vagabundiando, ele quase não dorme em casa filho.
Ucker - E você já foi na empresa pra ver se ele está realmente trabalhando?
Alexandra - Não filho, ele proibiu a entrada de parentes, alega que com a família indo lá ele não conseguirá trabalhar direito
Meu pai herdou uma empresa do meu avô há pouco mais de 2 anos, porém nenhum dos dois contou a família qual era o ramo da empresa e também realmente nunca gostaram que a família fosse até lá. A empresa fica em Nova York, onde meus pais moram hoje
Ucker - Eu vou lá dentro ver se consigo ouvir algo, sei que é errado ouvir atrás das paredes, mas não vou aceitar o papai fazer isso com você, não vou
Ouvir isso da minha mãe me deixou um tanto quanto nervoso, me levantei rapidamente sem dar tempo da minha mãe falar algo e me dirigi até onde eu tinha visto meu pai entrar. Assim que me aproximei notei que a porta estava somente encostada, ele estava de costas, parecia nervoso e podia ouvir ele dizer " - Vou para Nova York daqui a pouco, assim que chegar vou conversar com todos, isso não vai ficar assim, vocês vão me ouvir... "
Eu teria terminado de ouvir se o pai de Marian não aparecesse bem na hora
Marcos - Nunca te ensinaram que é feio ouvir atrás da porta, Christopher?
Ucker - Eu não estava ouvindo, precisava falar com ele, mas depois eu falo
Marcos - É melhor. Aproveito para avisar que Marian já foi para o quarto e pediu para que te avisasse
Ucker - Obrigado
Sai dali rapidamente e fui em direção ao quarto de Marian, eu nunca me dei muito bem com Marcos, ele parece não gostar muito de mim e há algo nele que não me deixa gostar dele também.
Ucker - Seu pai disse que você estava aqui - fechando a porta
Marian - Sim, já está ficando tarde, o que acha de assistirmos um filme e depois aproveitarmos um pouquinho? - Mordendo os lábios
Ucker - Eu aceito o convite para ver o filme e para transarmos - sorrio safado
Tirei toda a minha roupa ficando somente de cueca box. Marian colocou um filme para assistirmos mas não cheguei a ver que filme era, ela veio para cima de mim me provocando e a última coisa que pensamos naquele momento era em assistir o filme.
Transamos, e para piorar novamente eu não conseguia parar de pensar em Dulce Maria.
Finalizamos a nossa transa, Marian me abraçou e dormiu logo em seguida. Eu aproveitei para olhar minhas redes sociais e ver meus e-mails. Poderia dizer que no e-mail não tinha nenhuma mensagem interessante até ver uma tanto quanto estranha
Olá,
Só quero dar um aviso:
Cuidado, vocês estão mexendo com cachorro grande que não tem medo da polícia
Flw
A mensagem não tinha assinatura e o remetente era fake, sei porque tentei responder e minha mensagem voltou com erro. Merda! Tentei ligar para Dulce para ver se ela também recebeu algo mas foi em vão, ela não me atendeu.