CAPÍTULO 26

2047 Palavras
Christopher Uckermann Eu estava sentado na escritório da delegacia e tentava incessantemente ligar para o celular de Dulce Maria, mas só dava Caixa postal, mandei mensagem no w******p mas ela só visualizou algumas e não respondeu. Tudo isso porque há poucos minutos atrás fomos avisados sobre a tentativa de uma invasão no alojamento, onde Dulce avisou que estaria com Maria Eduarda quando elas vieram buscar as coisas dela. A preocupação me corroía por dentro, eu tinha alguns trabalhos a fazer mas não conseguia me concentrar, pensava somente em Dulce Maria, Maria Eduarda e todos que estavam lá. Brincava com a caneta, pensativo quando ouvi o ranger da porta, olhei para trás e vi que era Parker, ele também estava preocupado e tentava falar com Dulce Ucker - Conseguiu falar com ela? Parker - Ainda não, ela não responde minhas mensagens e não atende minhas ligações Ucker - As minhas também não - me viro e olho para ele - Mas está tudo bem, logo ela aparece exalando o bom humor dela Parker - Assim espero. Vou voltar para a minha sala, qualquer novidade me avise! Ucker - Está bem, peço o mesmo para você Ele se foi e até eu queria acreditar em mim mesmo de que está tudo bem com ela, Dulce nunca foi de deixar de atender o celular, principalmente quando vê as ligações feitas por mim, Parker ou alguém da delegacia em horário de trabalho. Ouvi o barulho de notificação e olhei acreditando ser Dulce, mas era somente Marian mandando uma foto dela, dizendo que estava com saudades e contando que havia feito compras com a mãe dela WhatsApp Marian On Marian - Olha tudo o que comprei Ucker - Que legal Marian - Sim, como foi o seu dia? Ucker - Bom e o seu? Estou no trabalho ainda, não posso falar muito, me desculpa Marian - Ok, depois nos falamos, beijos, te amo Ucker - Eu tb, beijos WhatsApp off Marian Eu, de fato, tinha muitas coisas a fazer mas já eram quase 20h e eu não estava com cabeça, só precisava ir para casa, tomar um banho e tentar relaxar, e é isso que vou fazer. Me levantei da cadeira, desliguei minhas máquinas, peguei meu casaco que estava pendurado na cadeira e saí, ficando cara a cara com Maite e Parker assim que fechei a porta. Eles estavam apreensivos e isso me dava medo Ucker - O que foi? Porque estão com essas caras? Maite - Recebemos uma ligação dos policiais que estavam no alojamento e... - A interrompi Ucker - E o que aconteceu? Maite - Eles informaram que o tiroteio durou aproximadamente 10 minutos, algumas pessoas foram baleadas, todas já foram levadas para o hospital, a maioria estão bem, levaram tiros na perna, braço ou até mesmo de raspão, mas houve uma morte e 1 pessoa pessoa foi levada em estado grave Ucker - Nossa! Tem o nome de quem morreu? Parker - Maria Eduarda - Respondeu prontamente Ucker - c*****o! Passava as mãos entre meus cabelos já desesperado, imaginando como Dulce deve estar triste e como ela irá dar essa notícia para a avó da menina. Ucker - E Dulce, como está? Deve estar desolada, não é? Senti um olhar ainda mais sério de Parker e Maite sobre mim e quando ele começou a falar eu senti meu coração descompassar Parker - Agente Christopher, Dulce Maria levou um tiro e está em estado grave no hospital. Ucker - Como assim? Isso é piada, não é? Parker - Acha que eu brincaria com uma coisa séria dessas? Ucker - Não, me desculpa... ARGH! Em que hospital ela está? Parker - No hospital da polícia Ucker - Vou até lá Não esparei Parker ou Maite responderem alguma coisa, sai correndo pelo corredor, entrei no meu carro e não sei como consegui chegar no hospital em menos de 5 minutos. Ucker - Moça, eu quero informações da paciente Dulce Maria Recepcionista - Dulce Maria é a paciente que chegou agora a pouco em estado grave. Peço que aguarde na sala de espera e assim que possível o médico virá falar com você Fiz o que a recepcionista havia pedido: Me sentei e fiquei esperando. Instantes depois Parker apareceu juntamente com Maite e Christian Christian - Alguma notícia dela? Ucker - Nada ainda - Neguei com a cabeça e passando as mãos pelo queixo Parker - Alguém avisou a família dela? Ucker - Dulce não tem família, Parker Parker - Verdade, me desculpe, eu havia esquecido Maite - Ela tem a Marichello, mãe da Anahi. Eu localizei o contato dela e já liguei, está vindo para cá. ✨ Os minutos e as horas que se seguiam eram ensurdecedores. Marichello havia chegado alguns minutos e teve que trazer a menina pois não tinha com quem deixar, a menina chamava pela mãe o tempo todo e isso trucidava o coração de qualquer um. Ao mesmo tempo que tentava cuidar da menina, Marichello desabava em lágrimas. Já se passavam da 00h, Parker, Maite e Christian tinham ido embora com a promessa de voltar cedo no dia seguinte, estavam bem cansados. Eu também estava bem cansado mas não pretendo sair daqui enquanto não tiver notícias. Marichello - Esse médico não vem logo, o que está acontecendo meu Deus ? Nesse momento passava uma enfermeira por nós, eu não pensei 2 vezes em ir até ela e perguntar alguma informação Ucker - Precisamos de informações da paciente Dulce Maria, estamos aqui a horas e ninguém vem nos falar nada Enfermeira - Eu não posso dizer nada, somente que a paciente está passando por uma cirurgia complicada. Demais informações é só com o médico mesmo Ela seguiu andando pelo corredor do hospital e eu voltei continuei de pé, nervoso e passando as mãos pela nuca. Marichello - Você conhece a Dulce há um bom tempo, não é? Ucker - Sim, somos amigos e trabalhamos juntos , porque? Marichello - Você sabe se ela tem algum inimigo ou algo assim? Ucker - Olha, a Dulce apesar de as vezes estar de m*l humor - Não hesitei em dar uma risada - Ela é muito querida por todos, não acredito que tenha inimigos não. Porque está me perguntando isso ? Marichello - Não sei, tenho percebido ela tão estranha, tão cheia de segredos Ucker - Isso eu tenho que concordar, mas deve ser besteira. Me sentei na cadeira novamente e mais alguns minutos se passaram, quando enfim, ouvimos o médico nos chamar, estava com um semblante bem sério Dr Burke - Parentes e amigos de Dulce Maria? Ucker - Somos nós Apontei para mim e Marichello e fomos até ele Dr Burke- Dulce Maria chegou ao hospital com uma bala alojada no coração. A bala atingiu uma das costelas e os estilhaços da bala atingiu a válvula mitral e por pouco não atingiu a aórtica, principal válvula do coração. Fizemos agora uma cirurgia para retirada da bala porém seu caso é gravíssimo Ucker - Mas ela vai ficar bem, não é? Dr Burke - Não posso garantir nada, estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance. As próximas 48 horas serão cruciais para a recuperação dela, ou não. Marichello - Eu não posso perder a Dulce, ela é como uma filha para mim - Limpando as lágrimas que caiam em seu rosto - Já não basta a Anahi longe e provavelmente sofrendo várias coisas, se eu perder a Dulce eu não vou aguentar Dr Burke - Bom, o que eu tinha para dizer é isso. Se vocês crêem em Deus, se forem religiosos, orem bastante. Ucker - E quando poderemos vê- la? Dr Burke - Vocês poderão ver ela somente 1 vez ao dia e terão somente 15 minutos, inclusive se um dos dois quiserem ir, eu acompanho. Marichello - Eu quero ir - Receosa Ucker - Pode ir, eu vou depois - Sorri Dr Burke - Só não indico levar a menina, ela vai se assustar com tantas máquinas, fios e se ela for filha da paciente, reconhecerá a mãe e poderá ficar traumatizada. Marichello - Mas..- A Interrompi Ucker - Me dá ela aqui que eu fico com ela no colo, pode ir lá Caminhei até ela e peguei Maria Paula no colo, enquanto o médico levava Marichello até onde Dulce estava. Ela segurava a boneca na mão mas agora estava um pouco mais calma. Vi ela esfregar os olhos então ali eu entendi que ela estava com sono. Arrumei ela no meu colo e não demorou para que dormisse. Enquanto dormia, Maria Paula se virou e colocou suas mãozinhas em cima da minha barriga, e eu fiquei olhando o quanto ela lembrava Dulce Maria, tinha muitos traços da mãe, tão linda quanto ela. Marichello - Pronto, voltei - Limpando o rosto Ucker - Nossa, foi bem rápido mesmo Marichello - Eles contam os 15 minutos no relógio, eu queria ter ficado mais, mas não deixaram. Médico - Se quiser, você pode ir agora Ucker - Eu vou Me levantei, entreguei a filha de Dulce para Marichello, mas antes não resisti em dar um beijo na testa da pequena. Eu segui o médico até o quarto de UTI onde Dulce estava. Ele saiu logo em seguida, me deixando sozinho com ela Ucker - Eai Dulce, vamos sair desse coma logo? Temos muito trabalho a fazer! - Me sentei em uma cadeira próxima dela - Precisamos de você viva para acharmos Anahi e as meninas. Marichello e Maria Paula precisam de você viva porque elas são a sua família, sua pequena chama por você o tempo todo e ela não pode e não quer perder a " mamã " dela - Imitando a bebê - E Anahi? O que vamos falar para ela quando ela sair da onde está e ver que você não está mais com a gente? Sim, pois vamos tirar ela e todas de lá, mas não quero dizer a ela que você partiu, quero que você seja a primeira pessoa que Anahi veja depois de sair. E para ser sincero eu não estou nem um pouco afim de perder você e muito menos de ir a um funeral. Então levanta logo essa b***a daí que que você já descansou demais. Eu dizia e segurava para não chorar, o que foi em vão, acabei deixando uma lágrima escapar mas limpei rapidamente. Saí do quarto, voltei para a sala de espera e vi que Marichello ainda estava lá, dormia sentada com Maria no colo, estava toda desajeitada. Me aproximei dela e toquei levemente em seu ombro Marichello - O que aconteceu? Dulce já melhorou ? - Me olhando assustada Ucker - Não, infelizmente ainda não. Te acordei pois você estava dormindo toda desajeitada, se quiser eu te levo até em casa, você não pode dormir aqui e muito menos desse jeito. Marichello - Mas eu queria ficar - Bico Ucker - Você está cansada e também é r**m para a menina, ela vai acabar dormindo m*l. Marichello - Está bem, eu vou com você e volto amanhã. Ana Paula volta de viagem amanhã e revezaremos entre quem vai ficar com Maria Paula e quem ficará no hospital. Ucker - Eu virei sempre também. Mas vamos ter fé que nossas vindas aqui serão poucas vezes e que Dulce logo sairá também. Marichello - Sim! Ucker - Vamos? Marichello - Vamos sim Eu ajudei ela com as bolsas, estava com a bolsa dela e da bebê, caminhamos até o carro. Meu carro não tem cadeirinha de bebê então Marichello se sentou no banco de trás e ajeitou a menina em seu colo e eu fiquei na torcida durante o caminho inteiro para que não fôssemos parados Ucker - Você vai para a sua casa ou o apartamento de Dulce? Marichello - Minha casa mesmo, estou com tudo da bebê aqui Ucker - Ok, então você me passa o endereço Marichello - Está bem, é Rua... Me informou o endereço e como estava já de madrugada não pegamos trânsito então chegamos rapidamente em sua casa. Ajudei ela com as bolsas, me despedi e fui para a minha. Queria somente chegar em casa, tomar um banho e deitar para descansar mas esse último seria impossível já que eu não conseguia parar de pensar 1 minuto se quer em Dulce Maria.
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