Maurice a observou por um instante, como se decidisse até onde poderia levá-la na crueza do que sabia. Então, com a voz grave e contida, ele acrescentou: — A Máfia… a Máfia não é só uma organização. É um símbolo. Um santuário e uma prisão ao mesmo tempo. Cada gesto, cada silêncio, cada regra não dita carrega a memória de gerações inteiras marcadas pelo sangue, pelo dever e pela obediência. Ele se levantou lentamente, andando até a janela sem abrir a cortina. — Quem nasce ou é criado dentro da Máfia não sai mais o mesmo. Ela existe pra lembrar quem somos, pra garantir que ninguém esqueça o preço de pertencer a esse mundo. É onde as regras são ditadas. Onde a lealdade é testada. Onde a liberdade… deixa de existir. Virou-se de volta para ela, o olhar sombrio: — Não é só você, Violeta. To

