Maurice voltou para o quartel-general da máfia, não porque tivesse alguma missão urgente a cumprir, mas porque precisava sair daquela casa. A mansão, com seus corredores longos e silenciosos, o oprimia mais do que qualquer sala de interrogatório. Estar ali, sob o mesmo teto que Violeta, carregando o peso daquilo que jamais poderia consertar, era mais do que conseguia suportar naquele momento. Ao atravessar os portões pesados do quartel, o ar mudou. O ambiente era outro: mais frio, mais direto, mais brutal. Não havia espaço para sentimentos ali — apenas ordens, execuções e estratégias. Era o único lugar onde Maurice sentia que ainda controlava alguma coisa. No corredor principal, o cheiro metálico e amargo do sangue ainda pairava no ar. Ele seguiu o rastro até uma das salas internas, onde

