Noah chegou em casa arrastando o corpo, o dia pesado demais até para alguém acostumado a carregar peso alheio. Largou a mochila no chão, chutou os tênis para longe e foi direto até a cozinha. Abriu o armário. Whisky. Serviu um copo. Depois outro. Não contou os dedos de bebida, não mediu nada. Bebia como quem queria anestesiar o barulho dentro da cabeça. O apartamento estava silencioso demais. Nenhuma mensagem de Fernanda. Nenhuma voz. Só ele e o eco dos próprios pensamentos. Foi aí que a menta voltou. Não do chiclete ele nem estava mascando mas da memória. Sem pensar muito, foi até o quarto. Abriu o armário. Puxou a caixa. A gaveta. O livro. Beijo com sabor de menta. O título ainda o atingia como um soco lento, daqueles que você só sente depois. Ele se jogou no sofá com o livro na m

