Capítulo 10 - Ligação Que Atrasa

1063 Palavras
Kyra Acordei com o despertador tocando, como um lembrete de que agora em diante minha vida seria ainda mais corrida. Era quinta-feira, um dos dias que Julie tem aula. Após deixá-la na escola, passei no meu apartamento para pegar algumas coisa pessoais e então me deparei com a seguinte mensagem: "Sentiu saudades de mim? Vejo que está levando uma vida melhor... mas como sei que tem uma boa memória, deve lembra-se de quem á pertence". Desgraçado! Eu quis gritar, desaparecer e até mesmo encontrar uma maneira de me livra-se dele, mas como? Ele arruinou a minha vida. Minha dignidade e tudo que eu poderia ser... — Kyra? — A voz da minha vizinha me tirou do transe, e eu agradeci por isso. — Desculpa o incômodo, mas é que tem um rapaz á sua procura, desde ontem à noite. Abrir a porta e dei de cara com Rose. A vizinha do AP 02, uma senhora de meia idade que era mais supervisora que vizinha. — Obrigada, Dona Rose por me avisar. A senhora saberia me informar quantas vezes esse rapaz veio? E como é sua aparência? — Eu preciso apenas de imuma confirmação, antes de enlouquecer por "nada". — Ele era um rapaz de boa aparência. Cabelos nos ombros, olhos verdes e... ele bateu na sua porta umas cinco vezes. Mas retornou quase o dia inteiro. — É o Marcos! Agradeci pelas informações, peguei minha mochila e me despedi do apartamento como se fosse minha última vez naquele lugar. Mas, claro que Rose ficou de olho, da hora que eu entrei até a hora que eu sair, e já que ela queria se informante... — Se este homem retornar, a senhora poderia dizer que eu não moro mais aqui? — Claro. Mas, por quê? Está indo embora? Você m*l chegou. Está precisando de alguam coisa? — Por que rudo precisa de um porquê? — Sim... estou mudando de cidade á trabalho. Foi um prazer conhecê-la, e obrigado por ter me avisado sobre este rapaz. — Seu olhar estava mais curioso que o normal, eu sabia o que ela queria perguntar, mas manter-se calada foi a melhor coisa que ela poderia continuar fazendo. Faltava algumas horas antes de bucsra Julie na esvola, então achei que poderia ir comprar algumas coisas das quais eu precisaria, mas assim abrir a porta dei de cara com um casal de... velhos. — Bom dia, suponho que seja a nova empregada. Poderia avisar ao Liam que estamos aqui? — Disseram já entrando, como se fossem donos do espaço. E seus rostos, não me é estranho. Liguei para Liam, mesmo sabendo que não deveria ter o feito. Ele atendeu no segundo toque, como se estivesse alerta demais. — Aconteceu alguma coisa? Estou em uma reunião importante. — Tem uma senhora aqui... um casal de senhores na verdade. Eles querem falar com você. — Merda! — Parece que estávamos compartilhando dos mesmos pensamentos. — Poderia levar o telefone para a senhora? Fiz o que ele pediu, e ao descer às escadas, percebi que ela estava olhando as fotos de Julie na estante. Como se procurasse por alguma coisa que não tinha ali. — o senhor Blackthorne pediu para falar com a senhora. — Entreguei o telegone na mão da senhora, que esbanjava arrogância. Liam Estava em uma reunião importante, com sócios importantes, tratando de negócios que dependia de toda a minha dedicação. Mas quando vi o nome de Kyra na tela, não pensei duas vezes... — Com licença. É importante. — Não disse mais nada, apenas encarei todos e sair depressa. Ouvir sua respiração do outro lado e pensei nas.piores coisas que poderiam ter acontecido. Mas, era somente Zinna e Olavo, os pais miseráveis de Ana. Kyra me fez o favor, e eu tive que me controlar para não me deixar levar pelo ódio. — Zinna... quanto tempo! Espero que esteja somente de passagem e que saia da minha casa assim que está ligação encerrar. — Ela sorriu, como se estivesse duvidando das coisas que eu falo. — Liam, não vejo porquê guardar tanto rancor de nós. Eu e Olavo sempre gostamos de você. Não foi nossa culpa a Ana escolher aquele i****a lá. Eu e Olavo só queremos ver a nossa neta. Não vamos roubá-la de você. Também somos avós dela. Por fabor Liam. Por certa parte, Zinna tinha razão. Mas ela e o esposo sempre souberam que sua filha estava me traindo há algum tempo, só nunca me contaram nada sobre isso, enquando riam pelas minhas costas. — Hoje não vai dar. Não estou em casa no momento e não confio em deixar minha filha com apenas vocês dois. E saiam da minha casa, se não quiserem uma denúncia por invasão de domicílio. — Nós vamos. Mas nos retorne depois, só queremos vê-la. Estarei esperando. Ouvir ela entregando o telefone de volta a Kyra e chamando Olavo para irem embora. Eu os odeio, e não suporto a ideia de ver minha filha convivendo com pessoas tao nojentas quanto os avós maternos. — Kyra? Está tudo bem? — Perguntei preocupado, por puro instinto. — Sim, está tudo bem, senhor Blackthorne. Julie está ótima. Desculpe atrapalhar o senhor. Não haverá mais inconveniências como essa. — Não é sua culpa. Ligo depois. — E desliguei. Voltei para a sala, ignorando os olhares de quem achava que eu havia perdido o foco. Eu nunca o perco. — Senhores, vamos continuar — falei firme. — Como já sabem, o novo polo de extração da Blackthorne Industries começará suas operações no próximo trimestre. Estamos falando da maior reserva de safiras azuis da América do Sul. Puras, raras, e com corte exclusivo feito pela nossa própria equipe de lapidários. A tela à frente mostrava gráficos de crescimento, contratos fechados com joalherias internacionais e projeções que ultrapassavam o valor de qualquer outro negócio do setor. — Nossa meta é dominar o mercado de gemas raras nos próximos três anos. E para isso, nenhum erro será tolerado. Qualquer vazamento de informações ou atraso de logística… será tratado como traição. A sala ficou em silêncio. Eu adorava aquele momento: o instante em que todos percebiam que não trabalho para “manter” poder. Trabalho para aumentar. Mas, por mais que falasse sobre bilhões, minha mente voltou para casa… e para a mulher que, de alguma forma, já estava bagunçando cada centímetro da minha paz. c*****o, isso está ne consumindo.
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