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Pretas e chamas: A rainha do demônio

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Sinopse

📚 Pretas e Chamas: A Rainha do Demônio✅ Dados definitivosProtagonista: LiraelParceiro / Grande Vilão: DrakerMundo: Era antiga de magia, castelos, carruagens de cavalos — sem tecnologia moderna, no estilo dos animes de fantasia clássicos. ⚔️ Personalidades🗡️ LiraelAntes: leal, bondosa, colocava sempre o bem de todos acima da sua própria vida.Agora: fria, calculista, implacável e cheia de rancor. Não confia em ninguém, não tem pena de quem a traiu e abraçou a escuridão porque a luz só lhe deu dor. Ainda guarda um resto de sentimento muito bem escondido — algo que só Draker consegue perceber. Ela se tornou uma mulher decidida a fazer todos pagarem.👑 DrakerMuito mais sombrio, c***l e dominador do que ela. Metade homem, metade demônio, se considera um deus, viveu séculos vendo humanos como seres fracos e insignificantes. É a*******e, extremamente possessivo e faz o que quiser sem pedir permissão. Mas em Lirael ele encontra a única pessoa que tem força igual à sua, que não o teme e que foi ferida da mesma forma que ele. Ele não quer que ela seja boa: quer que ela seja poderosa ao seu lado, e vai dar-lhe tudo o que precisar para a vingança. 📝 Resumo completoNo reino de Aethelgard, Lirael — dona de um raro cabelo preto profundo e olhos verdes — arriscou toda a sua magia e quase morreu para selar o poder de Draker, impedindo que ele destruísse todo o mundo. Mas ao voltar vitoriosa e ferida, o povo que ela salvou virou-lhe as costas: acusaram-na de bruxa, disseram que ela fez um acordo com o demônio, espancaram-na publicamente e humilharam-na diante de todos. Mesmo assim, ela nunca usou a magia contra eles, ainda esperando que reconhecessem a verdade.No final, levaram-na até o Abismo Sombrio, o lugar mais temido do reino. Depois de baterem nela até quase a m***r, um homem em quem ela confiou chutou o seu corpo ferido para dentro do buraco, como se ela fosse um sacrifício necessário.Durante a queda, a dor e a traição fizeram algo dentro dela quebrar de vez: o seu cabelo preto ganhou mechas e pontas vermelho-sangue, e o coração cheio de bondade se transformou em um só d****o: vingança.Quando acordou, não estava morta — estava no palácio oculto do próprio Draker. Ele não a machucou: ao contrário, sorriu ao ver que ela já não era mais a salvadora ingênua, mas uma mulher cheia de fogo e ódio. Ele ofereceu-lhe poder, abrigo e o seu lugar ao lado dele: juntos, eles irão voltar ao reino, fazer cada um pagar por cada golpe e cada mentira, e reinarão sobre o mundo que só soube dar a ela ingratidão.

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O fim da luz
📖 Pretas e Chamas: A Rainha do Demônio Capítulo 1 — O Fim da Luz O sangue escorria pelas costas de Lirael, misturando-se à poeira da estrada. Ela não conseguia mais ficar de pé sozinha. Apenas três dias antes, ela havia voltado ao reino de Aethelgard como a salvadora: havia lutado durante semanas, gastado toda a sua essência e quase se consumido de vez para selar o poder de Draker, impedindo que ele cobrisse todo o mundo em chamas e sombras. Mas quando ela apareceu ferida, de cabelo preto brilhante ainda intacto e olhos verdes cheios de esperança, não ouviu um único agradecimento. Os líderes que ela salvou, os amigos em quem confiou, todos se reuniram contra ela. Diziam que sua magia era forte demais, que ninguém vence um demônio sem fazer um pacto sujo. Chamaram-na de bruxa, de traidora, de perigo maior que o próprio Senhor das Sombras. E a condenação foi rápida: — Ela deve ser eliminada antes que nos entregue a ele. Levaram-na arrastada até a praça principal. Os chicotes rasgaram suas vestes e sua pele, enquanto a multidão gritava ofensas e atirava pedras. Ela não revidou. Não usou magia contra eles. Porque ainda acreditava que um dia iriam ver que estavam errados. Mas nenhuma mão se estendeu para ajudá-la. Nenhuma voz se levantou em sua defesa. Depois de espancada até quase não ter forças para respirar, jogaram-na numa carroça velha e levaram até o lugar mais temido de todo o reino: o Abismo Sombrio. Uma f***a profunda na terra, onde diziam que nenhum ser vivo jamais retornara — a entrada direta para o domínio do demônio. Ajoelharam-na à beira. O homem que ela um dia salvou da morte, o capitão que ela chamou de amigo, segurou-a pelo cabelo e cuspiu em seu rosto: — Você é o m*l. E esse será o seu sacrifício para nos livrar de vez. E chutou seu peito com toda a força. Lirael caiu gritando, não de dor física, mas de desespero. O vento batia em seu rosto, e a cada metro que descia, sentia algo dentro de si quebrar de vez: a bondade, a lealdade, o amor que tinha por esse mundo ingrato. O ódio tomou conta de cada ferida, cada gota de sangue derramada. E naquele instante, o seu cabelo preto e raro começou a mudar: as pontas tingiram-se de vermelho-sangue, subindo em mechas entrelaçadas, como se a própria raiva tivesse queimado a sua essência. Os olhos verdes, antes calmos, agora brilhavam com um brilho furioso, quase avermelhado. Ela bateu em pedras afiadas, rolou por túneis escuros, e sentiu a vida fugir... até que finalmente bateu em um chão frio e liso. A escuridão parecia durar para sempre. Até que uma luz vermelha e suave acendeu ao seu redor. Lirael abriu os olhos com dificuldade. Não estava no fundo sujo e fétido de um buraco. Estava em um salão imenso, com paredes de pedra n***a polida, tochas que queimavam em fogo carmesim e colunas esculpidas em formas de asas e garras. O ar era pesado, cheio de um poder antigo e opressivo. E bem à sua frente, sentado em um trono alto feito de ossos e sombras, estava ele. Draker. Metade homem, metade demônio. Cabelos prateados como luar sobre neve, olhos vermelhos como sangue fresco que brilhavam na penumbra. Ele estava de braços cruzados, com um sorriso lento, satisfeito e c***l nos lábios — como se estivesse esperando por ela há séculos. Ele se levantou devagar, desceu os degraus do trono e parou diante dela, olhando cada detalhe: as feridas abertas, o cabelo preto e vermelho, o ódio que agora brilhava nos olhos verdes. — Eles te deram a mim — disse ele, com a voz que fazia o ar tremer —, jogaram fora a sua luz e te entregaram direto nas minhas trevas. Que presente perfeito. Lirael tentou se levantar, tremendo de raiva, sem medo algum da presença dele. — Eu não vim até aqui para ser sua prisioneira, Draker. Eu vim para fazer todos pagarem. Ele sorriu ainda mais, estendendo a mão para tocar uma mecha vermelha do seu cabelo, com um toque surpreendentemente leve para quem era conhecido como o ser mais c***l do mundo. — Então serei o seu rei, e você será a minha rainha — sussurrou ele —, e juntos vamos fazer esse mundo ajoelhar-se diante de nós.

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