Helena estava sentada em seu escritório, o olhar fixo no painel de vidro que mostrava a cidade lá embaixo. A noite caía lentamente, e as luzes da metrópole refletiam-se como estrelas artificiais no vidro, lembrando-a de que, por mais que tentasse controlar tudo, ainda havia um mundo que seguia indiferente ao seu poder. A sensação de impotência se infiltrava por cada poro de sua pele. O jantar de desprezo ainda ardia como ferro em brasa em seu peito. Estevão a havia ignorado, humilhado diante de todos, e ainda assim, mantido sua compostura impecável, como se o mundo girasse a seu favor e a presença dela fosse irrelevante. E talvez fosse isso que mais doía: Helena, que sempre fora capaz de usar seu corpo como instrumento de poder, descobrira que nem sempre ele tinha valor suficiente para im

