Ela Ainda Acredita no Poder

1196 Palavras

A manhã chegou silenciosa, com o sol filtrando-se por entre as cortinas pesadas do quarto de Helena. Pela primeira vez em dias, a luz não parecia agressiva; ao contrário, parecia convidá-la a levantar-se, a enfrentar o mundo sem a habitual sensação de guerra iminente. A mulher que se olhava no espelho não era a Helena da arrogância inquebrantável, nem a estrategista sempre alerta. Era alguém mais vulnerável, mais humana, e, ainda assim, mais determinada. Ela sentiu uma curiosidade estranha em relação a si mesma. A guerra silenciosa com Estevão, os confrontos diários e a resistência constante haviam lhe ensinado algo novo: há força em admitir fraqueza. O corpo doía, mas havia clareza nos movimentos. Cada gesto era consciente, cada respiração medida. Era como se finalmente entendesse que a

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