Relembrar é Doer

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O dia começou cinzento, com nuvens pesadas cobrindo o céu da cidade. Helena caminhava pelo antigo corredor da mansão, os passos ecoando nas paredes que pareciam guardar cada lembrança da família, cada segredo, cada erro. Ela sentia o peso da história pairando no ar, um peso que não podia ser ignorado. As lembranças surgiam sem aviso: risos de infância, conselhos do pai, discussões com Estevão sobre estratégias, momentos de frustração e pequenas vitórias que agora pareciam distantes e irreais. Cada memória vinha acompanhada de uma dor quase física, uma lembrança de que o passado não podia ser mudado, mas apenas compreendido. Ela parou diante de um antigo quadro, a pintura de uma paisagem campestre que seu pai sempre admirara. O simples olhar sobre a tela trouxe à tona uma mistura de sauda

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