POV Diego A porta se fechou atrás de mim com um som que eu conhecia bem demais. Metal contra metal. Fim de turno. Fim de sentença. O corredor era estreito, iluminado demais para parecer real. Assinei os papéis sem ler. Não precisava. Aprendi cedo que decisões importantes raramente passam pelas mãos de quem paga por elas. — Não volte — disse o agente, sem me olhar. Não respondi. Do lado de fora, o ar parecia diferente. Não melhor. Apenas mais solto. Como se o mundo tivesse afrouxado um pouco a coleira. Havia um carro me esperando. Não um dos que costumam esperar. Vidros escuros, interior silencioso, motor ligado sem pressa. O homem ao volante não disse o nome dele. Nem eu pedi. — Você foi liberado sob condições específicas — disse, mantendo os olhos na rua. — Quebrar qualquer uma

