O ar de Manhattan sempre parece diferente quando saímos do prédio. Mais vivo, mais barulhento… mais real. O vento que corre entre os prédios altos bagunça levemente meu cabelo enquanto atravessamos a calçada. Edgar solta minha mão apenas para abrir a porta do carro. O motorista já está esperando, como sempre. Ele apoia a mão no topo da porta para que eu entre e, por um segundo, aquele gesto simples me faz sorrir. Edgar pode comandar salas cheias de executivos, destruir adversários no tribunal… mas ainda faz coisas assim. Pequenas. Ele entra ao meu lado e o carro se mistura ao trânsito do meio-dia. Manhattan pulsa ao redor de nós — buzinas, pessoas apressadas, reflexos de vidro e aço — enquanto o silêncio entre nós começa a ganhar peso. — Então… — digo, olhando para ele. Edgar ajusta

