capítulo 23

1314 Palavras

— Bom dia, flor do dia. Dormiu bem? Diego abre a porta e acende a lâmpada incandescente, que pisca algumas vezes antes de iluminar, de forma precária, o cômodo pequeno. A claridade fraca machuca meus olhos. Estou fraca, um pouco febril por causa da umidade e da poeira que grudam na pele e nos pulmões. Sinto-me suja, pegajosa, e o frio parece ter se instalado dentro dos meus ossos. Meu estômago ronca alto, denunciando minha fome, e por um instante eu me agarro à esperança de que ele tenha trazido algo para comer. Ele se aproxima, retira a mordaça da minha boca com um puxão brusco e, logo em seguida, prende uma corrente grossa ao meu pé esquerdo. O metal gelado encosta na pele sensível, e eu estremeço. — Me deixa ir embora… — peço, a voz fraca, rouca, quase irreconhecível. Diego inclina

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