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715 Palavras

Quarenta ARYELA  — Rosa! Rosa... O que foi isso? O que tá acontecendo? – eu ainda estava fraca, caindo em mim quando do nada tudo apagou. Por um momento fiquei em silêncio tentando engolir aquilo como um delírio, ou qualquer efeito colateral dos medicamentos, mas quando o cheiro forte de fumaça começou a tomar conta do meu nariz eu acordei. Fiquei preocupada, em pânico, presa ali naquela maca sem poder me mover, sem ter noção nenhuma do que estava acontecendo lá fora.   Rosa parecia estar compartilhando dos medicamentos comigo, ela passava a maior parte do tempo cochilando, dormindo. Não é possível que nem mesmo depois daquele barulho de explosão e esse cheiro insuportável e tóxico de fumaça ela não acorde.    — Rosa! Rosaa! – chamei pelo seu nome, dessa vez mais alto.   — O que foi i

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