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381 Palavras

Quarenta e um   MARCOS        Eu entrei na clínica, me espraguejando, cravando as unhas na palma da minha mão até sentir o sangue.   Mais uma vez cometi uma loucura. Mais uma vez estava botando tudo a perder e fodendo com tudo. Doía no peito ver as pessoas se arrastando intoxicadas, sem forças para respirar, desorientadas e prestes a morrerem. Tirei a camisa e tapei meu rosto. Meus olhos ardiam como fogo, estava tossindo sem parar, mas me recusava a desistir. Depois dessa m***a toda o mínimo que eu podia fazer era encontrar Aryela e tirá-la dali.    Com vida.   Os gritos de socorro e os gemidos de dor se mesclavam num só.    Tudo parecia perdido. Nem o inferno devia ser tão r**m.   — Socorro! Socorro! – quando ouvi aquele grito meu coração explodiu contra minhas costelas.  Aquela

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