Quarenta e um MARCOS Eu entrei na clínica, me espraguejando, cravando as unhas na palma da minha mão até sentir o sangue. Mais uma vez cometi uma loucura. Mais uma vez estava botando tudo a perder e fodendo com tudo. Doía no peito ver as pessoas se arrastando intoxicadas, sem forças para respirar, desorientadas e prestes a morrerem. Tirei a camisa e tapei meu rosto. Meus olhos ardiam como fogo, estava tossindo sem parar, mas me recusava a desistir. Depois dessa m***a toda o mínimo que eu podia fazer era encontrar Aryela e tirá-la dali. Com vida. Os gritos de socorro e os gemidos de dor se mesclavam num só. Tudo parecia perdido. Nem o inferno devia ser tão r**m. — Socorro! Socorro! – quando ouvi aquele grito meu coração explodiu contra minhas costelas. Aquela

