Trinta e sete MARCOS Não acreditei quando ouvi. Minha filha havia sofrido um aborto. Se eu dissesse que estava empolgado com a gravidez da Laurinha – uma menina de quinze anos grávida de outro moleque – estaria mentindo. Porém, independente disso uma perda é sempre uma perda. Era meu neto, tinha meu sangue naquele bebê por mais pequenininho que ele fosse. Laura sempre foi impulsiva, sensível e dramática demais. Minha filha com certeza estava sofrendo pra c*****o, e isso não iria passar de uma noite para o dia. Se eu pudesse estaria do seu lado, segurando sua mão, dando-lhe todo apoio que fosse necessário. Mas eu não estava e, pensando bem, Laurinha estava se tornando uma mulher. Uma mulher linda e forte, dona de si, capaz de tomar suas próprias decisões, lutar contra cada um de seus

