Trinta e seis GUTO Gritos. Choro. Era só isso que escutava enquanto tentava acudi-la. Ela estava sangrando, se contorcendo e tudo que eu podia fazer era pedir para que ela ficasse calma enquanto acariciava seu rosto contra sua vontade. — O que está acontecendo? – Dona Glória surgiu com os olhos arregalados. Cheia de preocupação, se jogou de joelhos diante do corpo da neta. – Laurinha, fala comigo minha filha, por favor... — Vó... Eu acho que perdi meu filho... — Mas como? O que aconteceu? Me fala?! – Dona Glória voltou a perguntar, mais inconformada que antes. Laura permaneceu muda, mas o olhar fulminante e ao mesmo tempo vulnerável que ela me lançou naquele momento foi o suficiente para explicar tudo. E ali naquele instante, eu senti o peso do mundo pairar sobre meus ombros. S

