Trinta e cinco GUTO Confesso que fiquei meio desconfiado de entrar na casa, ainda mais com a presença daquela mulher que só de abrir a boca conseguia fazer todos as veias do meu corpo pulsarem em ódio. Estela estava forçando a barra para me agradar, fez questão de me apresentar todos os compartimentos da casa, e até mesmo me convidar para morar ali com Laura e sua avó, já que havia dito que estava na rua, sem chão e teto. Eu acabei aceitando por falta de alternativa. Fizemos a refeição, curtirmos a piscina, Laura estava encantada, se sentindo a Cinderela depois de se casar com o príncipe. O que me mantinha feliz era isso, ver o sorriso nos seus lábios, a felicidade brilhando em seus olhos. Era assim que eu a queria. Feliz. Ela e nosso filho. Estava tudo indo bem quando senti um

