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1923 Palavras

Trinta e quatro MARCOS Não consegui pregar os olhos pensando na vida e na p***a dos problemas que havia me metido. Do meu lado Lorena dormia como uma pedra, confesso que invejava aquele sono pesado, não recordo de qual foi a última vez que dormi sem medo, com a consciência limpa, tranquilo como ela. Bastava cerrar as pálpebras para os malditos fantasmas do passado e do presente virem como demônios me atormentar.  Dormir se tornou torturante desde a morte da Natália, durante várias noites sonhei que tinha brigado com o policial que lhe tirou a vida, também sonhei que a protegi com meu peito, tomando o disparo no seu lugar, mas assim que acordava a realidade vinha doída como um soco na cara. Não, minha mulher não estava viva e o pior, eu não cumpri minha promessa, não fui e nem estava sen

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