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829 Palavras

Cinquenta e seis ARYELA — Guto! – murmurei aos prantos, explodindo em desespero por tatear seu peito e perceber que a cada segundo o ritmo de seus batimentos enfraquecia. – Socorro! Socorro! Alguém faz alguma coisa!   — Ary, para de ficar mexendo nele! O Guto tomou um tiro no peito... – Laura estava tão desolada quanto eu quando disse – Deixa ele respirar! – ela segurou minha mão dando-me apoio para que eu ficasse de pé novamente, mas antes de desdobrar os joelhos eu ouvi a voz rouca e baixa do meu filho.  — Mãe...  — Eu tô aqui Guto! – larguei a mão de Laurinha e continuei ali, diante do corpo molhado de sangue e sôfrego.  — Me perdoa...  — Perdoar pelo o quê? – o medo de perdê-lo estava me consumindo, me dilacerando por inteiro.  — Por eu ter nascido...   O cortei no mesmo segu

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