Cinquenta e seis ARYELA — Guto! – murmurei aos prantos, explodindo em desespero por tatear seu peito e perceber que a cada segundo o ritmo de seus batimentos enfraquecia. – Socorro! Socorro! Alguém faz alguma coisa! — Ary, para de ficar mexendo nele! O Guto tomou um tiro no peito... – Laura estava tão desolada quanto eu quando disse – Deixa ele respirar! – ela segurou minha mão dando-me apoio para que eu ficasse de pé novamente, mas antes de desdobrar os joelhos eu ouvi a voz rouca e baixa do meu filho. — Mãe... — Eu tô aqui Guto! – larguei a mão de Laurinha e continuei ali, diante do corpo molhado de sangue e sôfrego. — Me perdoa... — Perdoar pelo o quê? – o medo de perdê-lo estava me consumindo, me dilacerando por inteiro. — Por eu ter nascido... O cortei no mesmo segu

