Cinquenta e quatro GUTO O homem diante de mim ficou paralisado como uma estátua. Os olhos negros me mediam de cima abaixo, me escaneando a procura de algum detalhe e isso fazia o medo que estava sentindo se transformar em nojo, asco. Não. Não tinha como. Não conseguia imaginar Aryela com alguém desse tipo nem em outra reencarnação. Não era verdade. — Espera aí... Você tá querendo dizer que esse moleque aí é o neto que você jogou no lixo? – perguntou com naturalidade, como se aquilo não fosse nada fora do comum entre eles. — O próprio. – ela respondeu com o sarcasmo de sempre se aproximando lentamente a passos fatigados. – Você acredita que ele sobreviveu e resolveu dar as caras depois de 15 anos? – debochou mais uma vez com as sobrancelhas arqueadas, quando finalmente chegou m

