Não consigo acreditar que o meu pai fez isso comigo. Não, eu não consigo; é demais para mim. Olho no relógio e vejo que passa das vinte e uma horas. Penso por mais alguns minutos; é final de semana e a noite está começando a ganhar vida. Respiro fundo e, depois de mais alguns minutos, pego meu telefone e ligo para o Thomaz. Ele cresceu comigo e há muito tempo tenho uma inquietação sobre ele. Eu diria que se trata de uma paixonite de adolescência que nunca foi embora, mas como ele se mantém sempre distante, nunca tive coragem de confrontá-lo. Às vezes, tenho a impressão de que ele gosta de mim, mas não tem coragem de assumir. Por isso mesmo, eu me deixo levar por cada segundo. Tenho alguns casos de uma noite, mas o meu t***o de verdade sempre foi o meu amigo de infância. — Alô… — Oi, Th

