capítulo 137

1256 Palavras

[NARRADO POR MURILO FERREIRA – NA BOCA] Já era o terceiro dia seguido que eu batia ponto cedo na boca, com o olhar varrendo cada canto da quebrada como se a resposta estivesse escrita no muro. Mas não tava. Nada ainda. Nem um nome novo. Nem uma pista velha. Nem cochicho de cadeia. Nem olhar torto de gente que sabe e finge que não. Só o vento soprando lixo na viela. Só o calor colando suor na pele. Só eu, fumando um atrás do outro, com a paciência ruindo igual parede de barraco m*l feito. Pulga chegou com os olhos fundos e a testa suada. — “Conversei com aquele cara lá do Jardim Elba. O que tem contato com segurança de político…” — “E?” — cortei seco. — “Nada. Disse que o tal doutorzinho pode nem ser da área. Que pode ser gente de fora, de Brasília, até. Mas é tudo chute, Murilo. N

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