Capítulo 6

1371 Palavras
No domingo a tarde, ao entrar no Msn, vejo que o Bruno estava online. Não demorou para que ele me chamasse para conversar. Trocamos algumas palavras, e ele me avisou que iria jogar futebol com uns amigos da faculdade, e que não poderia ir me ver. Eu sei que não tinha motivos para me entristecer, pois havia passado a noite anterior com ele, mas fiquei desapontada. Quando gostamos de alguém, queremos passar o máximo de tempo possível com essa pessoa, ainda mais se a vemos, com pouca frequência, e eu esperava que ele pensasse assim. Mas resolvi agir com maturidade, e respeitar o tempo que ele queria curtir com os amigos. 
O restante do domingo, não foi tão r**m como eu havia imaginado que seria. Bruno falou comigo por mensagens algumas vezes durante a noite, e também fez assim durante a semana, ja que não foi me ver, eu sentia ele se distanciando de mim aos poucos. 
No final de semana, ele me chamou para uma conversa por telefone, e me disse que precisávamos dar um tempo. Perguntei o por que, e ele me pediu para somente respeitar essa decisão, e que em outro dia ele me explicaria melhor. 
Naquele momento, eu fiquei sem entender, o que estava acontecendo. Será que havia acontecido algo com ele? Será que ele estava confuso com a nossa relação ou se enjoou de mim? Aquilo ficou gritando em minha cabeça, por dias. Eu não sabia se deveria ficar preocupada, ou com raiva dele. 
Aos poucos fui tomando consciência, do que estava realmente acontecendo, mesmo que ele estivesse passando por algum problema, ele tinha que se explicar, era o mínimo que eu esperava dele. O que ha de mais covarde, em alguém, que termina um relacionamento que estava se intensificando, de forma tão repentina, por telefone, e sem uma explicação? É no mínimo c***l fazer isso com uma pessoa desprevenida. Eu fiquei dias sem entender o que estava acontecendo, esperando que ele se arrependesse e decidisse me dar alguma explicação, mas ele não o fez. Ate que algumas semanas depois eu resolvi chama-lo, para conversar, eu queria confronta-lo, e entender para que eu pudesse pelo menos seguir em frente, pois aquilo estava me impedindo. Mas quando eu tentei falar com ele no MSN, notei que nunca ficava online, ate que cheguei a conclusão de que ele havia me bloqueado. O procurei na rede social, mas não o havia encontrado. Foi então que resolvi mandar mensagem no celular dele, mas sem sucesso, ele não me respondeu, eu também liguei, mas as ligações eram direcionadas para a caixa postal. Aquilo era ridículo. O que ele pensava que estava fazendo, brincando com as minhas emoções?
Peguei meu celular e liguei para a Carla, para perguntar se ele ainda aparecia online no msn dela, expliquei de forma superficial, o que estava acontecendo, mas não quis entrar em detalhes. Ela rapidamente consultou sua lista de amigos, e me disse que ele não estava on-line naquele momento, mas que ficaria atenta caso aparecesse online. Pensei comigo, será que ele não havia bloqueado ela também, já que ele sabe que somos amigas, e que ela poderia me passar esse tipo de informação? 
Agradeci a Carla, e achei melhor deixar o Bruno de lado por hora. Não tenho mais o que fazer, não sei seu endereço, não conheço ninguém da família dele, e não sei onde ele trabalha, só sei que ele é professor, mas não sei onde. Foi então que eu cheguei a conclusão de que eu não sei nada sobre ele, e que apenas o conhecia superficialmente. E não foi por falta de interesse, eu disse a ele, que queria conhecer sua família, mas ele sempre dizia que seus pais, eram muito ocupados com o negocio que tinham juntos, e m*l conseguia vê-los em casa, e ele não queria me levar para apenas conhecer seus irmãos, ou pelo menos era o que ele me falava. Alguns dias depois, após chegar da faculdade, meu irmão Kauan entra em meu quarto tarde da noite, por volta das 23h. Me assusto com a entrada repentina dele, mas como ele não o faz com frequência, eu sabia que ele tinha algo importante a dizer. -Você ja falou com o Bruno? - A minha família, sabia o quanto eu havia ficado sensível com o afastamento repentino dele. -Não! E não foi por falta de tentativa… -Eu o vi hoje, ele estava acompanhado de sua então namorada, que por coincidência estuda em minha sala. - Ele diz as palavras pausadamente, observando cada reação minha. -Como assim? - Solto um riso de nervoso. - Era ele mesmo, você tem certeza? - Pergunto incrédula. -Tenho, quando o vi, ainda tentei ir falar com ele, mas ele subiu na moto e saiu apressadamente, certamente percebeu que eu iria atras dele. - O Kauan é um pouco esquentado, então não daria muito certo esse encontro entre eles. - Mas eu o vi beijando a Carina. -Carina? Então foi por isso que ele estava me evitando esse tempo todo, porque me trocou por outra? Será que era ele mesmo? - perguntei novamente, pois não queria acreditar. -Bom na verdade não foi bem assim… - Kauan pronuncia as palavras em um tom de voz agudo. - Tem mais…- Ele solta as palavras de forma cômica, talvez para minimizar o impacto que as próximas palavras causariam. -O que mais? - Não basta me sentir um lixo, ainda tem mais? -Ela esta gravida, e disse que ele é o pai. Ou seja, ja estavam juntos antes de te conhecer. Após ouvir o que o meu irmão tinha a dizer, fiquei sem palavras. Como o Bruno pode fazer isso comigo? Como ele conseguia passar tanto tempo comigo sem que eu desconfiasse, ou ela desconfiasse? Ou talvez ela desconfiou, e foi por isso que ele me deixou…
Eu fiquei chocada, aquelas palavras ainda ecoavam em minha mente, ele parecia tão apaixonado, como eu pude ser tão ingênua? Um filho, serio?
Mas também passava na minha cabeça que existia a possibilidade de o Kauan te-lo confundido, será que era ele mesmo? Estava a noite, ele pode ter se confundido… Ah como eu vou ter certeza, eu precisava conversar com ele.
 Naquela noite eu não consegui dormir, tentei chorar, para ver se eu conseguia aliviar o que estava sentindo, e assim conseguir pegar no sono, mas as lagrimas simplesmente não desciam. E para passar o tempo, entrei na Internet, para tentar me entreter com outras coisas, sei la mudar o foco da minha mente. 
Atualizei algumas fotos da rede social, e me distrai com alguns jogos online. Algumas pessoas falaram comigo no MSN, as respondi educadamente, mas não estava com cabeça para jogar conversa fora. E entre essas janelinhas que subiram, a do Bruno subiu junto, mas em offline, isso mesmo, offline, talvez esse tempo todo ele estava online, mas com o status em offline. Ele me chamou para conversar. -Oi Pérola? Como você está? -Estou bem, e você? -Estou mais ou menos. Eu queria conversar com você -Pode falar. -Na real, teria que ser pessoalmente, para explicar o que estava acontecendo, será que você poderia descer para conversarmos um pouco? -Agora? Ja está tarde, eu tenho aula pela manhã, e você também trabalha. -Então vamos nos ver amanhã, eu vou faltar no serviço, e vou te buscar na saída da escola, seria por volta de 12h, quero te levar para almoçar. E agora? Vou ou não vou? Ele tem o direito de se explicar, e se o que houve foi um m*l entendido? Mas também existe a possibilidade enorme do meu irmão ter falado a real, e eu estar me iludindo com a ideia da inocência dele. Que duvida. -Sei la, não acho certo. Você sumiu por 3 semanas, sem me dar um sinal de vida, eu não sabia se você estava bem, ou precisava de ajuda sabe… -Eu sei! -Meu irmão disse que te viu hoje. -Me viu? Ele tem certeza? -Foi o que ele disse, que te viu com uma moça. -Pérola, eu sei que o que eu fiz com você foi errado e covarde, mas precisamos conversar só eu e você. Ele não negou, mas também não admitiu. - Esta bem, eu vou com você amanhã.
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