As palavras ecoaram na minha cabeça Helen agarrou os meus ombros tentando me confortar, mas eu empurrei a sua mão e levei a minha cadeira de rodas até o elevador sem continuar a ouvir ninguém ao meu redor. Há anos que venho tentando recuperar a mobilidade das pernas, e sempre que os médicos me atendiam diziam que não correriam o risco, mas que se lixe! O dinheiro não comprou a felicidade. Eu seria capaz de me tornar pobre se pudesse mover as pernas e, com isso, carregar Helen. A questão é que eu não conseguia nem fazer amor com ela como ela merecia. Cheguei ao térreo e com um nó na garganta pedi ao Miguel que me levasse a um bar. Helen veio correndo atrás de mim com os cabelos desgrenhados e a respiração pesada. — Dylan, por favor. Ela chamou enquanto pegava a minha mão. — Não me toqu

