Capítulo 3/1

1128 Palavras
DEIXA UM VOTO E UM COMENTÁRIO NO CAPÍTULO!!! Amanda Demora cerca de meia hora para alguém buzinar na frente da minha casa. Muitas vezes. E eu demoro a entender que é realmente para mim. Troco o meu shorts com pressa para algo mais comportado e visto um casaco — já que mesmo com o calor infernal que faz de manhã no Rio, as noites estão se tornando cada vez mais frias — e corro para a porta. Abro-a em um solavanco, encontrando, do outro lado, um garoto montando em uma moto. — Amanda? — Pergunta, curto. Aceno com a cabeça. Ele me estende um pacote de papel pardo entre os dedos e uma sacola na outra. — Trouxe lata, o Refil ia derramar. — Explica, mesmo que eu ainda não tenha ido até ele para buscar a encomenda. Me aproximo devagar, meus dedos tremendo enquanto seguro o pacote devagar. A bolsa branca, quase transparente, é leve, mas o pacote de papel pardo é pesado e apoio-o em meu peito para que não caia. — Obrigada. — Agradeço, ainda atordoada. Ele acena com a cabeça, liga a moto e saí em disparada, descendo o morro. Quase engasgo na minha própria saliva quando fecho a porta e giro a chave na fechadura. Meu coração bate forte quando ponho tudo sobre a mesa da cozinha, ainda sem coragem de abrir. Meu celular vibra em uma nova chamada. Retiro meu casaco e os shorts jeans, jogo-os na cadeira ao lado, ficando apenas com o meu baby-doll e me sento rapidamente para atender. Meu dedo desliza e a imagem carrega, revelando-o mais uma vez. — Ligando para ver se a encomenda chegou completa. — Murmura, parecendo me analisar. — Ainda não abri. — Murmuro, envergonhada. — Obrigada, isso é... — Não precisa me agradecer, morena, como eu falei antes e falo de novo: Eu cuido do que é meu. Quero retrucar e dizer que eu não sou dele, mas sei que é uma batalha inútil e perdida. Além disso, estou morta de fome e faz tempo que não como alguma coisa que não seja a comida r**m da faculdade — não que a comida seja realmente r**m, não é, mas de longe, não é tão boa quanto a comida que faço em casa. Abro a embalagem e começo a desempacotar item por item. Ele está em silêncio, apoiado em um vaso de flores de plástico, me encarando. Em alguns minutos, tenho um Big Mac, uma batata de cheddar e Bacon, cerca de 6 nuggets e sachês de mostarda e ketchup. Pisco, surpresa. — Não precisava mandar tudo isso. — Reclamo. VH não me responde, apenas me observa. Tiro o picles do hambúguer, muno com ketchup e mostarda e dou uma mordida generosa. Me sinto exposta, vulnerável, mas não desligo. Eu devia estar assustada. E estava. Mas estava começando a ficar estranhamente confortável com a sua "presença". E eu sei que não deveria, mas acho que preciso começar a me acostumar com o homem que vai tirar minha virgindade daqui um tempo. Mordo minha bochecha. Céus, será que ele sabe que ainda sou virgem? — Eu... — Começo a dizer, mas preciso ter coragem para continuar. — Não sei se você sabe, então, eu acho que deveria contar e... Um segundo de silêncio. Meu coração parece estar batendo no meu ouvido. — Eu.. não sei se... — Desembucha! — Manda, sua voz arrastada. — Você sabe que eu sou virgem? O silêncio dele dura mais do que eu consigo suportar. Sinto meu estômago revirar, como se a comida tivesse virado pedra. — Tá de s*******m, morena? — ele solta, a voz rouca, mas com uma nota de surpresa genuína. — Não... não tô. — engulo seco. — Nunca... nunca estive com ninguém. A câmera treme levemente quando ele muda de posição, como se estivesse tentando me enxergar melhor. — Caralho... — VH murmura, quase para si mesmo, um sorrisinho lento se formando no canto da boca. — E tu vem me falar isso agora? Meu rosto pega fogo. — Achei que... você tinha que saber. — p***a, acabei de descobrir... — Ele passa a língua pelos dentes, os olhos semicerrados. — E já te digo logo, morena... isso só me deixa ainda mais certo do que quero. — VH... — protesto baixinho. — Agora mesmo que cê é só minha. — Resmunga. — Não... Ele me interrompe. — Agora é que não tem volta, morena. — Ele fala. — Cê me entrega uma bomba dessas e espera o quê? Que eu divida? Que eu deixe tu sair por aí como se não fosse nada? Meu estômago se contrai, e remexo a batata, sem olhar para ele. — Eu só achei que você tinha o direito de saber... — Direito? — Ele ri, curto, sem humor. — Agora não é mais sobre direito. Agora é sobre fato. — Seus olhos se estreitam, a voz arrastada, firme. — Tu é minha. Sempre ia ser... mas agora eu não deixo nem dúvida. Quem olhar pra você, eu arranco o pescoço. Quem encostar, eu mato. Um arrepio sobe pela minha espinha, me deixando sem ar. — Não fala assim... — sussurro, mesmo sem convicção. — Te assustei? — Pergunta, um sorrindo levemente. Dou de ombros. — Só quero que as coisas fiquem claras entre nós, só isso. — Eu entendi. — Mordo a minha bochecha. Termino de beber a minha coca-cola e confiro o horário. Quase quatro e preciso estar na faculdade as nove. — Preciso acordar daqui a pouco. Vou ir dormir, Vh. — Murmuro, me levantando. Deixo o celular ainda apoiado e começo a recolher a minha bagunça e deixar a casa limpa. Viro-me de costas para a câmera para jogar as embalagens na lixeira. Ouço um assobio baixo vindo do celular. — Que foi? — pergunto, me virando de leve, desconfiada. — p***a, morena... — VH murmura, a voz rouca, arrastada. — Tu tem noção do que faz comigo? Desfilando de shortinho, se abaixando assim na minha frente... e eu preso aqui. Meu rosto esquenta. — Eu só tava juntando a bagunça. — Tento justificar, mordendo o lábio. — Tu não tem noção do quanto é gostosa, morena... do quanto me deixa maluco só de andar por aí nesse shortinho. Sinto meu rosto esquentar, as pernas quase bambas. — VH... — protesto, sem forças. — Bonita do caralho... — ele solta, a voz baixa, lenta, como se saboreasse as palavras. Meu coração dispara, um nó se formando na garganta. — Eu vou... ir dormir. Boa noite. Ele sorri. — Boa noite, sonha comigo! — Murmura, antes de desligar. ** Quer acompanhar de perto, comentar as postagens ou trocar ideias sobre a história?✨ Me segue no i********:: @EVERESTF0 Adoro conversar com vocês por lá! 💬💖
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