A sua boca encontrou a minha com uma fome que me fez esquecer toda a raiva, toda a frustração. Ele parecia querer dizer, com a maneira que me beijava, que eu era dele. Como se estivesse me reivindicando, cheio de posse.
Um gemido escapou da minha garganta quando suas mãos desceram das minhas costas e apertaram meus quadris, puxando-me com força contra ele, sentei-me em seu colo, minhas pernas enrolando em sua cintura. Eu podia sentir cada centímetro duro do seu corpo através da nossa roupa, e um calor repentino tomou conta de mim.
Ele quebrou o beijo, ofegante, e seus olhos escuros queimavam com uma intensidade que me fez tremer por dentro.
— Tira essa calça, amor — sua voz era um comando rouco.
Minhas mãos, um pouco trêmulas, obedeceram enquanto ele ficava de pé na minha frente, assistindo cada movimento com um olhar predador. Quando a peça caiu no chão, ele me puxou de volta para a cama, deitando-se de costas e me posicionando por cima dele.
— Faz o que tu quiser comigo, morena. Me mostra que ainda é minha.
Desci pelo seu corpo, meu cabelo varrendo a pele dele. Quando minha boca encontrou a linha do seu quadril, ele prendeu a respiração. Meus dedos puxaram o cós da calça de moletom cinza que ele usava, puxando-a lentamente, de maneira que fazia seus músculos contraírem. E que músculos...
Puxei a calça até me livrar dela, em seguida, puxei a cueca boxer do corpo dele, seu m****o saltando para fora. Minha boca salivou naquele mesmo instante. Arranhei sua coxa levemente com a unha, beijando a área da sua virilha com cuidado.
Assim que o toquei, ele soltou um grunhido baixo e profundo. Seus dedos encontraram meus cabelos mais uma vez, não como um puxão, mas como uma âncora, enroscando-se nos fios e guiando-me suavemente para ele.
Minhas pernas se enrolaram em sua cintura, instintivamente, me puxando mais para perto, até não haver mais distância. Ele arfou quando meus lábios o envolveram, um som gutural que ecoou na pequena cela.
— Isso... assim, Amanda — ele sussurrou roucamente, seus quadris se erguendo levemente em um movimento involuntário.
Comecei meus movimentos, entregando-me ao ritmo do vai-e-vem, o sabor salgado dele e o som da sua respiração que variava do ofegante ao entrecortado por leves gemidos abafados.
Seus dedos se contraíram em meus cabelos, puxando-me com um pouco mais de força, um gesto de puro êxtase que me fez gemer contra ele, a vibração arrancando um longo suspiro arrepiante dele.
Suguei a sua cabeça, segurando a ponta com a pressão da minha boca e enrolando a minha língua sobre a sua pele lisa antes de descer até o fundo da minha garganta. Segurei firme por alguns segundos antes de voltar para cima e deslizar a minha língua por todo o seu comprimento.
Ele gemeu, rolando os olhos e apertando ainda mais firme os meus cabelos.
— Para... para, amor, senão vai acabar rápido demais — ele gemeu, tentando me levantar.
Mas eu não parei. Continuei, acelerando o ritmo, sentindo seu corpo enrijecer debaixo de mim. Seus dedos se apertaram em meus cabelos num quase-puxão, e seu gemido foi abafado pelo braço que ele jogou sobre o rosto quando o tremor final percorreu todo o seu corpo.
Seu g**o espalhou-se pela minha língua e continuei chupando-o até que seus tremores deixassem seu corpo. Ele suspirou, as pernas ainda trêmulas.
Ficamos imóveis por um instante, apenas o som da nossa respiração pesada preenchendo o espaço minúsculo. Aos poucos, seus dedos se relaxaram nos meus cabelos, acariciando o comprimento com suavidade.
Ele me puxou para cima, até que meu rosto estivesse nivelado com o dele. Seus olhos estavam escuros, satisfeitos, mas sérios.
— Tá vendo? — ele sussurrou, a voz ainda áspera. — Só tu me faz perder o controle assim. Não tem mais ninguém. Nunca.
Seu olhar desceu do meu rosto para o meu corpo, ainda tremulo sob a blusa um pouco larga e a calcinha minúscula que eu usava. Aquele mesmo olhar predador de antes, mas agora com uma centelha diferente.
Sem dizer uma palavra, suas mãos firmes encontraram meus quadris e, num movimento surpreendentemente suave, ele me virou de costas para ele. Minhas costas colaram no seu peito suado, seu queixo se aninhou no meu ombro.
— Agora é a minha vez — a voz dele era um roçar quente e úmido no meu ouvido, e um calafrio percorreu toda a minha espinha.
Antes que eu pudesse processar, suas mãos deslizaram por minhas cochas, firmes e decididas, até encontrar a barreira da minha blusa. Ele a levantou devagar, revelando a pele nua por baixo. O ar frio da cela contrastou com o calor do seu corpo, fazendo meus m*****s ficarem duros e meus nervos vibrarem em antecipação.
— Victor... — tentei protestar, mas o nome saiu como um gemido abafado quando uma de suas mãos deslizou para a frente, os dedos pressionando o tecido molhado da minha calcinha.
— Calada — ele ordenou, suave, mas inquestionável. — Deixa eu cuidar de você.
Ele me guiou para deitar de costas na cama, e eu não resisti. Meus olhos se prenderam ao teto cinzento enquanto ele se ajoelhava no colchão, entre as minhas pernas. A visão dele ali, tão poderoso e agora tão submisso ao meu prazer, foi quase mais do que eu podia suportar.
Seus dedos ganharam as bordas da minha calcinha e ele a puxou para baixo, com uma lentidão que era torturante. Quando finalmente me viu completamente exposta, ele soltou um som baixo, quase um rosnado de aprovação.
— Linda demais — ele murmurou, mais para si mesmo do que para mim. — Perfeita!
E então, ele se inclinou.
O primeiro toque da sua língua foi uma explosão de sensações. Um choque elétrico que me fez arquejar e enterrar os dedos no lençol. Foi suave, como se quisesse experimentar meu gosto. Uma lambida longa e lenta que me fez tremer da cabeça aos pés.
— Victor... — gemi novamente, minha cabeça girando de lado no travesseiro.
Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, suas mãos seguraram minhas coxas, abrindo-me mais para ele, e ele mergulhou com fome. Sua língua explorou cada dobra, cada centímetro de mim, com uma precisão devastadora que me fez ver estrelas. Ele sabia exatamente como me tocar, onde me tocar, como se lesse cada tremor e cada gemido que escapava da minha boca.
Um dos seus dedos encontrou minha entrada, pressionando levemente antes de entrar em mim, num movimento suave e profundo. Eu gritei, meu corpo arqueando involuntariamente na cama. Ele não parou. Sua boca sugou o meu c******s enquanto seu dedo se movia dentro de mim, criando um ritmo que me levava rapidamente à beira do abismo.
— Assim...? — ele perguntou roucamente, contra a minha pele, sua respiração quente me queimando.
Eu só conseguia balbuciar concordâncias, minha mente uma névoa de prazer. Meus quadris começaram a se mover por contra própria, seguindo o ritmo que ele impunha, buscando mais fricção, mais pressão, mais dele.
A tensão começou a crescer na minha barriga, uma espiral apertada e quente que ameaçava me despedaçar. Eu estava perto, tão perto.
— Eu vou... Victor, eu vou... — avisei, minha voz estranha e quebrada.
Foi quando ele parou.
Ele se afastou, deixando-me fria e trêmula, à beira do orgasmo e completamente frustrada. Meus olhos se abriram, embaçados, questionando.
Ele estava de joelhos, me olhando com uma expressão sombria e intensa.
— Diz — sua voz era áspera, carregada de autoridade. — Diz a quem você pertence.
Eu estava tão necessitada, tão vulnerável, que a pergunta nem mesmo me irritou. Ela apenas alimentou o fogo.
— Sua — ofeguei, sem hesitar. — Eu sou sua.
Um sorriso satisfeito e perigoso cruzou seus lábios.
— De novo.
— Sou sua, Victor! Por favor...
A súplica foi tudo que ele precisava ouvir. Ele mergulhou de volta em mim, sua boca e seus dedos retomando o trabalho com uma ferocidade redobrada. Ele tomou tudo de mim, me fodendo com seus dedos, com sua língua. Suas mãos acariciando meus cabelos e meus gemidos saindo cada vez mais rápidos e mais manhosos.
Minha mãos tampava a minha boca enquanto tentava me conter, afinal, ali dentro, eu tinha que manter a compostura. E então, ele veio como uma onda. O tremor violento percorreu cada mísera parte do meu corpo, meu gemido saiu mais longo e tinha que morder a língua para não gritar. Seus dedos ainda me fodiam enquanto sua boca selou a minha com um beijo profundo e caótico, enquanto eu me contorcia embaixo dele, consumida pelo orgasmo.
Ele me beijou até que que meu corpo, cansado, parasse contra o colchão, completamente mole e muito satisfeito. Suspirei pesadamente e sorri, preguiçosa.
Ainda eram seis da manhã.
*
Quer acompanhar de perto, comentar as postagens ou trocar ideias sobre a história?✨ Me segue no i********:: @EVERESTF0 Adoro conversar com vocês por lá! 💬💖