Capítulo 15 - 2

1154 Palavras
Minha cabeça balança em confirmação, mas eu não tenho mais nenhum controle do meu corpo. O primeiro espasmo vem brutalmente, me rasgando por dentro. Aperto-o em meu interior a mesma medida que tremo. O prazer vem como um tsunami, incontrolável e me empurra para a beira do precipício. Seu dedão encontra meu c******s e ele o esfrega, usando minha própria lubrificação que se espalha pela minha carne. — p***a, Amanda — Rosna. — p***a, essa tua b****a tá me esmagando. p***a. Eu gemo, enfiando minhas unhas na minha própria carne, puxando as minhas pernas até seu limite, querendo mais dele. Mais de tudo isso. — Aí, porra... — É a única coisa que consigo dizer antes de minha visão escurecer. Então, me perco. Minha visão fica turva e pareço estar saindo do meu corpo. Só estou consciente da mão de Victor pressionando meus lábios enquanto ele fala alguma coisa que não consigo entender o que é. Seus dedos ainda estão ali, no meu c******s, prolongando meu prazer e estou choramingando. Não sei se paro ou se continuo. Se imploro para parar ou deixo que ele me leve de novo. Nem estou ouvindo nada, tamanho o meu prazer. E é quando sinto seu g**o quente me preenchendo e se espalhando por dentro de mim, que caio no limbo novamente. A ideia de sua p***a escorrendo me faz gozar de novo e céus, eu nunca vou superar isso. A onda é tão violente, que meu corpo se arqueia em um orgasmo, minhas pernas soltas de uma maneira que eu nem sei mais como aconteceu. Por um instante, tudo fica branco e eu me perco novamente na sensação da sua p***a jorrando dentro de mim. Ordenho-o, meus quadris se movendo de maneira involuntária. A respiração de Victor encontra meu ouvido em algum momento e em seguida, sinto seu peso sobre mim, seus lábios contra o meu pescoço enquanto ele tenta voltar a respirar novamente. Percebo tudo isso enquanto minha consciência retorna, devagar. Ficamos assim por um tempo que parece uma eternidade, ofegantes. Aos poucos, meu corpo volta. O suor escorre por entre os meus s***s — e já nem sei mais se é meu ou dele. Victor é o primeiro a se mover, saindo de dentro de mim devagar. Não consigo deixar de gemer baixinho. Ele se apoia nos cotovelos, seus olhos me estudando. Seu rosto está tão perto do meu, que posso sentir seu nariz tocando o meu. — Tá bem? — Pergunta, em sussurro. Eu só consigo anuir, meus lábios estão dormentes. Minhas pernas, ainda tremulas, caem pesadamente no colchão quando ele tira suas coxas. Ele desliza para fora de mim, e a sensação de vazio é imediata, seguida pelo calor do seu g**o escorrendo pela minha coxa. Ele se deita de lado, puxando meu corpo cansado contra o dele. Seu braço envolve minha cintura, segurando minhas mãos contra meu peito. Victor beija meu ombro, meu pescoço e enfim, meus cabelos. — Agora para de frescura, amor. — Ele murmura em meus cabelos. — Para de deixar esse povo ficar entre a gente. — Tá bom, vitinho. — Digo, rindo. Ele me vira em sua direção rapidamente, um vinco se formando na minha testa. — Quem foi que te contou? — Seu primo Pedro Henrique. — Sorrio, satisfeita. — E como tu teve contato com o Henrique? — Ergue as sobrancelhas. — Num churrasco na casa da sua mãe. Ele me dá um sorriso enorme, que quase me faz sorrir também. — Não sabia que tu tinha ido. — Fui. — E depois ainda quer argumentar que não é minha mulher. — Ri. — Já está até na minha família. Ele me puxa para um abraço, me aconchegando mais perto dele. A pele dele, quente e suada, é tão convidativa que eu não consigo me afastar. Sinto o cheiro dele, um misto de suor, perfume e cigarro, e a sensação é de familiaridade. É estranho, mas é como se a gente se conhecesse há muito tempo. — E como eles te trataram? — Ele pergunta, a voz grave no meu ouvido. — Bem. Eles são legais. Sua mãe é incrível. E o seu tio, o Seu Paulo, também. — Digo, e me pego sorrindo. — Certo. E eles falaram de mim? — Ele pergunta, e sinto a sua voz mudar, ficando mais séria. — Falaram. — Digo, sem dar muitos detalhes. — E o que falaram? — Ele insiste, me apertando um pouco mais. — Que você é um "moleque", uma "praga", um "ciumento" e um "grude". — Digo, e ele solta uma risada alta, balançando a cabeça. — Tudo verdade. — Ele diz, e me dá um beijo na testa. — E mais o que? — Mais nada, eu acho... — Encaro-o. — Mas eles acham que eu sou a salvadora da pátria, então vou deixar eles se iludirem com isso por um tempo. Ele se afasta um pouco, me olhando com uma expressão que não consigo decifrar. Os olhos dele, que antes estavam sérios, agora parecem mais leves, mais... moles. O sorriso dele é diferente, menos arrogante e mais genuíno.~ — Pra mim, você é. — Ele sussurra. Eu reviro meus olhos. Não sei o que dizer. Ele está me dizendo que eu sou a "salvadora da pátria" dele? O que isso significa? Ele está me dizendo que eu sou a mulher dele? Que salvei ele de alguma coisa? Que a gente tem um futuro? Eu não sei. — O que você quer dizer com isso? — Pergunto, e a voz me sai trêmula. Ele não responde. Apenas me puxa para um abraço apertado, me beijando no pescoço. A sensação é de que ele está me protegendo, me segurando para que eu não fuja. E por um instante, eu não quero fugir. — Só para de frescura. — Ele sussurra. — E para de mentir pra você. Ele me solta e se levanta, vestindo a calça e me puxando para me sentar ao lado dele. Ele me beija na testa, e eu sinto o meu coração bater mais forte. Ele está me dizendo, sem palavras, que eu sou a mulher dele. E eu, que nunca quis me envolver com ninguém, me pego aceitando isso. — E eles te pediram pra me tirar do tráfico? — Ele pergunta, me olhando com um sorriso. Eu sorrio de volta. — Ainda não. Mas tenho certeza que vão. — Digo, e ele ri. A risada dele é tão gostosa, tão cheia de vida, que eu me pego rindo também. E por um instante, eu me esqueço de onde eu estou. Eu me esqueço que ele é o dono do morro, que ele está preso, e que a minha vida está de cabeça para baixo. Eu só sinto a paz de estar com ele. ❝❞ Oiii! Obrigada por estarem acompanhando! Não esquece de votar na estrelinha aí embaixo e deixar um comentário Me sigam no i********:: @everestf01
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