Brendon O tempo é uma ilusão. No começo, as algemas de ferro forjado que prendiam em meus pulsos doíam e cortavam dolorosamente minha pele. Agora, não sinto mais nada. A dormência irradia dos meus ombros, onde tantos dias segurando meu próprio peso corporal acabaram com a sensibilidade nos meus braços. É uma pequena misericórdia. Não consigo sentir meus dedos quebrados nem as bordas do metal cortando. na pele crua do meu pulso. Costelas quebradas dificultam a respiração, e o ângulo em que estou pendurado só me permite respirar fundo, em pequenas respirações curtas. Acho que isso ajuda a afastar um pouco da dor no meu âmago. Para cada nariz que quebrei revidando, eles arrancaram pedaços da minha carne e me espancaram com tanta força que só consigo enxergar com um olho. Um tornozelo queb

