Capítulo sete

2541 Palavras

A estalagem era pequena e antiga, com traves negras expostas e um teto quase caído. Lâmpadas espalhavam uma morna luz dourada e embaçada ao longo das pedras toscas. A carruagem parou no pátio, os cavalos esgotados, seu hálito vaporoso aparecendo na sombra. A chuva piorara nas últimas horas. Lorde d’ Arenville esperava para ajudar Anna a apear. Seu marido a puxou fortemente contra o corpo e fez com que o sobretudo ficasse sobre ela, protegendo-a da chuva. A sensação era irresistível. Seu corpo irradiava calor, força e poder. E um odor – que não era nada desagradável, ela decidiu – de cavalo, lã molhada, couro e suor fresco masculino. Anna deixou seu corpo encostar-se no dele, sabendo que seu comportamento era indecoroso. Ela sentia muito frio para discutir – e em todo caso, seu braço a en

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