AIDEN FOX
A área externa estava iluminada demais para meu gosto, festas assim são um convite aberto para problemas, e já tínhamos acabado de receber um.
Vasculhei cada canto do perímetro com a arma em punho, começando pelo lado norte, onde Fletcher disse ter visto o atirador. Nenhum rastro. Nenhum cartucho. Nada além do vento mexendo as folhas das palmeiras.
Eu já tinha aprendido a confiar no instinto, ou esse cara sabia desaparecer muito bem… ou não estava sozinho.
Fletcher surgiu pelo portão lateral, ajustando a gravata como se tivesse acabado de sair de uma reunião, não de uma perseguição.
— Nada. — Ele disse, num tom sério pela primeira vez naquela noite. — Limpo. Nem pegada, nem sombra.
— Isso não é bom. — Respondi, guardando a arma no coldre.
— Pelo menos ninguém percebeu nada lá dentro, a festa segue como se nada tivesse acontecido. — Ele deu um sorriso irônico. — Parabéns, irmão. A segurança de fachada funciona.
Ignorei o comentário. A minha preocupação não era a imagem da festa. Era ela.
Subi as escadas da casa com passos largos, sentindo cada músculo do corpo ainda pronto para reagir. Dois seguranças estavam parados diante da porta do quarto dela, exatamente onde eu os coloquei.
— Alguma movimentação? — perguntei.
— Nenhuma, senhor.
Assenti e abri a porta. O quarto estava silencioso, com um cheiro leve de sabonete e perfume adocicado no ar. Entrei sem fazer barulho, acostumado a ser um fantasma em ambientes fechados.
Só que, dessa vez, o fantasma assustou a presa.
— Ai! — O grito dela foi alto, e ao se virar, a toalha que segurava no corpo escorregou e caiu no chão.
O mundo ficou lento.
Ela ficou parada, olhos arregalados, mãos ainda longe demais para cobrir tudo. A pele dela estava úmida, marcada por pequenas gotas que desciam pelo pescoço até sumirem na curva dos s***s, e p***a,que s***s, enormes, b***s rijos, pequenos, perfetiro para serem chupados, mordidos, lambidos e muito mais coisas que vagueiam por minha mente. As pernas, lisas e firmes, davam continuidade a um corpo que era…
Porra, Aiden.
Eu respirei fundo, tentando não deixar a expressão trair o turbilhão que ela causava em mim.
— Vista-se. — Consegui dizer, a voz rouca demais, algo que não devia, está apertando minha calça, e isso não pode acontecer.
Ela arqueou uma sobrancelha, sem pressa de obedecer.
— Você sempre entra assim no quarto das pessoas sem bater?
— Só quando a "pessoa" some debaixo do meu nariz e quase leva um tiro. — Respondi seco, tentando manter o foco na missão, não na curva dos s***s, Deus,como manter os olhos longe desta visão, isso porque estou evitando olhar seu centro, ou algo que aperta minhas calças vai fazer rasgar de vez.
Ela se abaixou para pegar a toalha, e aquilo quase me matou, literalmente,a forma como ela se abaixou, foi simplesmente provocação pura, e o pior, ela nem faz ideia disso, meu maxilar travou.
— Pode virar, para se olhar para Liv, ainda mais assim, tá gostando de olhar para Liv?
— Não me provoca, Lívia. — Minha voz saiu mais grave do que eu queria.
Ela sorriu de lado, enrolando a toalha no corpo novamente.
— E por que não?
— Porque… — Eu me aproximei dois passos, parando perto demais — …eu sou o cara que vai ter que continuar te protegendo. E se você continuar jogando comigo, vai ser muito difícil eu pensar como segurança.
Ela mordeu o lábio inferior, e aquilo fez um calor estranho subir pelo meu peito.
— Talvez eu goste mais do Aiden que não é tão rabugento, e olha estranhão assim pra Liv.
Por um segundo, quase esqueci que tinha um atirador solto lá fora. Quase.
— Isso é perigoso. — murmurei.
— Tá bom, você salvou a Liv, hoje, te devo uma.
— Não me deve nada. — Eu disse rápido, mas minha voz soou mais rouca que o normal.
— Devo, sim. — Ela deu um passo para frente, diminuindo ainda mais o espaço entre nós. — Nem que seja… um beijo.
Meu corpo reagiu antes da minha cabeça. Senti o cheiro doce do shampoo dela, vi as gotas ainda brilhando na clavícula, e minha mão quase foi sozinha até sua cintura.
Mas eu me afastei. Um passo brusco.
— Não. — Foi quase um rosnado. — Não vamos cruzar essa linha.
— Que linha? — A voz dela tinha um tom genuinamente curioso, mas também carregava desafio.
Olhei nos olhos dela, sentindo a tensão elétrica entre nós.
— A linha sa qual se eu começar… não vou conseguir parar.
O silêncio que veio depois foi mais perigoso que qualquer tiro.
Ela apenas sorriu de forma lenta, como quem guarda um trunfo.
— Aff, é só um beijo.
Ela diz e meu olhar vai direto para seus lábios, aquela boca avermelhada, era o convite do pecado, e não vou cair nessa, nunca.
— Não.
— Só quero te agradecer, seu rabugento.
— Não.
— Por favor.
Ela caminha até mim, pego uma almofada do chão e cubro minha ereção.
— Ok, Liv, só um beijo e nunca mais encosta em mim.
Ela sorri como se tivesse vencido algo importante, me abaixo até sua altura, meus lábios se entreabem instantaneamente, foi quase como se fizesse por vontade própria, ela se aproxima mais seu cheiro é delicioso, fecho meus olhos, como um adolescente i****a a espera do primeiro beijo, e quando ouço o estalo na minha bochecha, abro os olhos rapidamente e ela se afasta e sorri.
— Obrigada, gigantão rabugento. — fixo parado naquela posição, me sentindo o mais i****a do mundo, a garota tinha uma mente inocente, claro que seria um beijo inocente, eu que sou um maldito que imaginou outra coisa, p***a, não sei porque me sinto decepcionado, não posso ultrapassar a linha do profissionalismo, nunca. — Boa noite.
Nem respondi, virei de costas antes que fizesse alguma besteira, fechei a porta e encostei a testa no batente, respirando fundo.
Eu estava ferrado.
E não era só pelo atirador.