Alessandro Ferraz Montemor Entrei em casa batendo a porta com força. Meu sangue ainda fervia. Não pelo sequestro. Não pelas horas sem dormir. Mas por ter visto o nome da Rebeca estampado nos noticiários. Com perguntas invasivas. Acusações veladas. E a p***a de uma tentativa nojenta de jogá-la contra a opinião pública. Contra a filha que carrega meu sangue. — REBECA?! A voz saiu mais alta do que devia. Mas ela apareceu segundos depois, correndo do quarto com Luna no colo. — Shhh… — ela pediu, num sussurro. — Ela acabou de dormir. Me aproximei, respirei fundo, passei a mão pelos cabelos. — Desculpa. — beijei a testa da minha filha, depois encarei Rebeca. — Você tá bem? Ela assentiu, mas o olhar estava distante. Os ombros tensos. A respiração curta. — Vi tudo. — murmurei. —

