Guilherme ouviu atentamente as palavras de Elmiro, cada uma ressoando em sua mente como ecos distantes de uma realidade que não parecia pertencer a ele. Um calafrio correu pelas costas enquanto a verdade, que estava escondida por tanto tempo, finalmente veio à luz. Elmiro, o homem que trabalhava em seu hotel, havia descoberto uma verdade que abalou os fundamentos de sua existência. — Do que está falando? Minha mãe roubado bebê? — Gagueira, cheia de admiração. — Sim, Guilherme. E tenho provas que o farão confirmar que o que lhe disse é verdade — deu um envelope preto, o mesmo que ele havia dado ao Joel antes. Guilherme tomou-o com as mãos trêmulas, e quando ele abriu, seu coração parou. Havia certidões de nascimento, informações do hospital onde uma criança havia nascido trinta e quatro

