Capítulo 77

3072 Palavras
ELLA. Passamos da sala e ninguém está, assumi no mesmo momento que eles foram para a sala de jantar. Aja paciência. Assim que entramos estavam todos lá, inclusive a Ginevra, com excessão do Salvatore, obviamente. Ele anda meio lento, está na hora de começar a ficar mais rápido e agitado. A Natalie também não está aqui. - Bom dia. - eu saúdo com o Alexander, enquanto ele se senta e dessa vez, não decidiu ser cavalheiro por nenhum segundo que seja. Ele está com a cara de quem quer explodir com a cabeça de alguém. Eu simplesmente puxo essa maldita cadeira, do lado dos dois e me sento. - Bom dia! - eles saúdam. - Onde está a Natalie? - eu questiono ao Leonardo do meu lado. - Eu fui deixá-la mais cedo. - ele diz e sorri. - Temos um casamento amanhã, e ela precisava preparar algumas coisas. - ele diz todo sorridente, e por mais que pareça genuíno, eu não consigo sentir a mínima empatia por ele. Eu o quero tão no inferno como eu quero irmão, independentemente dele não agir de forma tão bruta quanto o Alexander ou até o filho da Clarisse, que me observa como se não fosse casado. Ele me enoja, tremendamente. - Machucou-se? - a Ginevra questiona-me repentinamente, mesmo eu já sentindo o olhar dela, me analisando do outro lado da mesa. - Não. - eu sou curta e ela assente. - Nós iremos para o hospital, hoje, prepare-se. - ela diz e eu não gosto nada de ouvir isso. Primeiro, pois no hospital eu não conseguirei que ela morra, qualquer coisa que eu faça com ela lá, pode ser rapidamente inibido. Segundo, irá atrair demasiada atenção para depois do pequeno-almoço, e por último, eu não pretendo ficar sozinha com ela, por nenhum instante, depois da idiotice que ela fez comigo. - Por quê? - eu a questiono. - Esqueceu-se tão rápido da nossa conversa, Ella. - ela pontua e eu sinto um embrulho no estômago, lembrando que ela fez com que eu me despisse na frente dela. - Eu não esqueci, porém, não entendo a relação que isso tenha a ver com uma ida ao hospital. - eu comento, deixando-a visivelmente irritada, porque eu estou a questionando e não simplesmente a obedecendo. - Querida, você será a mãe do meu neto. - a Kassandra fala de imediato, e o meu estômago embrulha mais, e eu sinto o olhar de todos eles virem até mim, inclusive desse i****a. Mas nem morta. - Nós devíamos ter feito isso antes do seu casamento, mas precisamos fazer exames. - eu questiono-me que tipos de exames. Eles realmente pensam que eu sou mais um objeto aqui. Ou mais uma das mulheres que eles traficam, para fazer o que eles bem entendem com o corpo delas, como se fosse algo normal. - Eu estou confusa. - eu comento, usando o facto deles não saberem quem eu sou e supostamente eu não saber muito deles, ao meu favor. - Ontem ocorreu um tiroteio no meio da balada, e hoje querem que eu faça exames como se nada tivesse acontecido, ou como se eu não tivesse direito de saber o que exatamente se passa. - eu falo usando os meus dotes de atuação, fazendo-me receber o olhar do Alexander em mim. - Eu achei que soubesse em que família estava, Ella. - a Clarisse fala e o meu coração bate forte, e o Stefano sorri, me observando, como quem diz, eu falei com você. - O que pretende dizer com isso, Zanan? - a Ginevra a questiona e instantaneamente a mesma fica vermelha. - Senhora Ginevra. - ela fala com o mesmo respeito que todos aqui, temor, eu diria. Não é à-toa, ela é a matriarca de La Cosa Nostra, eu não tenho medo dela, e sei de todos os seus podres, mas eles sabem e têm medo. Principalmente ela, não? Afinal, é a sogra dela, ela é a segunda esposa do primogênito dela, e ela tem que tentar ao menos a agradar minimamente. - Eu conversei com an Ella, e contei-lhe que essa família não é comum, e ela precisava adaptar-se, apenas. - ela diz e eu franzo o meu cenho a observando. O fio fino que guerreia na minha cabeça, entre eu odeio você, e quero matar você, para eu achava que eu conhecia você e você era a minha mãe, sempre me causa um turbilhão de emoções indescritíveis e indesejadas dentro de mim. - A Ella não sairá hoje. - o Alexander pontua. - Alexander... - a Ginevra fala no intuito de chamar a atenção do neto, que não se intimida. - Não é suposto essa ser uma discussão, eu não quero que ela saia. - ele diz e ambas calam-se, o que me surpreende mesmo, é a Ginevra acatar de imediato o neto. - Receio dela sofrer com as consequências dos seus atos, irmãozinho? - o Stefano o questiona e somente o olhar que ele recebeu do Alexander seria suficiente para o mandar para o inferno, se olhar mata-se. - Eu fiz isso, eu questiono-me porque ela não faria. - a Chiben questiona, e eu inspiro fundo. Que saudades dos meus amigos. - Fique quieta, Chiben. - o Leonardo diz para ela, fazendo-a revirar os olhos, e nem o Stefano pode revisar quando o Salvatore chegou, e tivemos obrigatoriamente de nos levantar. Os meus ouvidos apitam vendo esse i****a. O meu corpo dói instantaneamente, mas vamos começar, o seu terror, Riina, visto que você não quis morrer da maneira mais rápida. Ele senta-se e como se fôssemos os seus subordinados sentamos-nos depois dele. Eu não faço questão de olhar no rosto dele, me causa ânsia, mas eu sinto o seu olhar em mim. - Ella. - ele me chama e eu esforço-me imensamente para não revirar os meus olhos. Eu levanto o meu olhar para o dele, que me analisa. - Como está? - ele questiona e eu sinto os meus batimentos cardíacos acelerando. - Confusa. - eu pontuo e ele assente levando o seu olhar para o Alexander. - Eu penso que depois o Duce, poderá explicar melhor o que aconteceu, mas não deve ter receio. - ele diz e eu o observo. - Não feriu-se, pois não? - ele questiona e a vontade que eu tenho de o esganar é tanta. - Não. - eu o respondo, desviando o meu olhar do dele. - Eu avisei que devia fugir enquanto tem tempo, cunhadinha. - o Stefano diz, e eu sorrio. - Esse era o conselho que você daria para a sua irmã? - eu questiono, decidindo botar fogo aqui. O olhar dele vidra no meu, eu vejo o rosto da Zanan perder a cor, e o Alexander não só me olhar como quem diz, não faça nenhuma besteira, como eu sinto a sua mão na minha perna, um toque que era suposto ser uma chamada de atenção, mas o meu corpo entendeu da maneira mais sem pudor existente, o que me fez afastar a mão dele imediatamente, e cruzar as minhas pernas. - Que irmã? - a Chiben questiona, me observando com os seus pequenos olhos. - O Stefano não tem nenhuma irmã. - ela fala e eu deslizo o meu olhar a Clarisse que está tão branca quando farinha e eu me animo. - Como não? - eu me faço de tola. - Senhora Clarisse, a senhora não teve uma filha? - eu questiono-a, e eu vejo pânico no seu olhar, e me divirto, a sua boca abre inúmeras vezes, mas ela não fala nada. - Do que está a falar, Ella? - a voz do Salvatore soa mais forte, pesada e ameaçadora, fazendo-me olhar para ele. - Bem, no banheiro ontem, uma senhora, estava com a filha e uma amiga e comentou, que a senhora Clarisse teria tido uma filha. - eu falo, e eu vejo o rosto dele começar a ganhar cor. - Opa! - o Leonardo exclama do meu lado. - Que senhora? - a mesma questiona, e eu franzo o cenho me fazendo de desentendida. Enquanto o Stefano olha para a mãe confuso. - Eu não conheço, nós encontrámo-nos no banheiro e ela começou a contar que conhecia você. - eu falo de maneira inocente que olha para o Salvatore desesperada. - Mas acho que eu falei alguma besteira. - eu me faço de inocente. Eu vejo a Kassandra sorrir minimamente em silêncio no seu lugar. - Eu tinha apenas assumido que ela não era filha do senhor Salvatore. - eu acrescento, jogando o meu cabelo para o lado, e o olhar do mesmo fulmina-me imediatamente. - E por isso eu nunca a vi por aqui, mas se o Stefano não conhece... - eu comento sob o silêncio abrupto que eu gerei nessa mesa. - Pois, deve saber qual é o seu momento de fala, Ella. - o Salvatore diz. - Ela respondeu ao comentário do seu filho, não tem nada de errado com isso. - o Alexander o responde. - E acho que esse é o menor dos problemas agora. - o Leonardo fala do meu lado. - Com que então, você tem uma irmãzinha, Stefano? - o Leonardo o questiona sorrindo, e ele está visivelmente confuso. - Onde ela está? Seria um prazer conhecê-la, Zanan. - o Alexander falo com intuito de provocar obviamente, e a mesma simplesmente não conseguiu permanecer com a postura intacta e se levantou apressadamente da mesa saindo logo em seguida, e o Leonardo ri do meu lado e eu vejo o Alexander sorrir também, pegando uma fruta, e eu observo a troca de olhares da Ginevra e do Salvatore, enquanto o Stefano permanece embasbacado. E a Chiben fulmina-me com o olhar, porém, visivelmente confusa também. - É, parece que a sua mãezinha tem coisinhas por contar para você, Stefano. - o Alexander fala para o mesmo que me encara de forma bruta. - Quem falou isso para você? - ele me questiona. - Essa é uma questão que você devia questionar a sua mãe. - o Alexander responde rapidamente. - Alexander, fique quieto. - oh! O Salvatore fala e num tom, bem pesado para falar com o primogênito dele. - O Alexander está correto. - a Kassandra fala olhando para o esposo dela. - Não deviam questionar a Ella, absolutamente nada. Quem devia ter confirmado ou negado alguma coisa é a Clarisse que saiu daqui como uma fugitiva, ela só comentou o que lhe foi contado e não deve ser pressionada por nenhum de vocês. - ora, ora, ora... Claramente, ela não me está a defender, e sim, falando mais pela rivalidade que ela tenta abafar com a Clarisse. O Stefano se levanta da mesa. - Sente-se. - a Ginevra o ordena, e eu vejo o mesmo fechar a cara, porém, não contesta. - Porque toda essa desordem? - ela questiona. - Terminem de tomar o pequeno-almoço, e depois falaremos sobre esse assunto. - ela corta e traz ordem para a mesa. - Silêncio. - ela diz e eu sorrio discretamente, satisfeita com a pequena intriga olhando para o lado disfarçando, e pegando em alguma besteira para comer até eu mesma a silenciar. - Enfim, eu preciso sair. - o Alexander diz, e eu fico com uma pulga atrás da orelha. Para onde? - Eu não quero que ninguém saia dessa mansão. - o Salvatore diz olhando para ele. - Principalmente você, depois que ocorreu ontem. - mas o Alexander se levanta pouco se importando. - É a sua escolha ficar aqui escondido como se nada estivesse a acontecer, eu não tenho medo e tenho coisas para resolver. - ele diz para o pai e eu franzo o cenho. Espera... Ele só está aqui devido ao pai, obviamente, isso eu já desconfiava, porque não existe qualquer outro motivo que o prenda aqui. Mas não achava que o Salvatore tinha tanto medo do que pode acontecer com o filho dele, ou... ele só quer ter mais controle do filho mais fora do controle dele. - Apenas me avise quando decidir que for hora de termos uma conversa com eles. - o Alexander diz. - Você ficou tanto tempo fora que eu me questiono esqueceu-se de que conversa depois do que você fez não é uma opção para eles. - o Stefano diz, e o Alexander que está em pé do meu lado o olha da maneira mais desdenhosa existente. - Eu acho que você não se importa comigo, inclusive, você já provou isso inúmeras vezes. - o Alexander olhando para o Stefano. - Você tem a sua mãe por conversar, aparentemente ela pariu a filha de alguém... - a filha de alguém. Eu levanto o meu olhar para ele, com ódio, ele é assim, a personificação de pessoa, bruta, provocadora, sassy, mimado e mulherengo. Idiota. - E além de não ter contado para você, talvez não tenha contado para o seu pai. - ele comenta olhando para o Salvatore, que o observa raivoso. - Talvez ele suma finalmente com a sua mãe e você ainda está a importunar-me. - ele diz o atiçando, e eu olho para o Stefano que fica vermelho. - Todos nós sabemos que não existe nenhuma filha perdida da minha mãe, eu sou o primogênito e único filho dela. - ele afirma e algo no meu peito dilacera. - Ela só ficou daquele jeito porque a sua esposa tocou num tópico que não a convém. - ele diz voltando o seu olhar para mim e dessa vez, o Alexander nem procura defender-me. E o impressionante, é o como a Ginevra e o Salvatore ficam em silêncio mesmo diante da desobediência dele. - Você não sairá daqui com ninguém. - ele diz virando-se para mim, claramente fulo e eu jogo o meu cabelo para o lado. - Eu vou sair com você, eu preciso provar algumas coisas para amanhã. - a Chiben diz afastando a sua cadeira, e antes que ela se levantasse o Stefano faz-lhe sentar outra vez, puto. - Você não irá para lugar nenhum. - ele diz para ela que o encara indignada. - Está doida? - ele questiona de forma ameaçadora e ela afasta a sua mão do seu aperto. - Bem, eu tenho coisas do casamento para resolver e eu vou com você. - o Leonardo diz levantando-se do meu lado. - Bom café da manhã para vocês. - ele diz, saindo com o irmão. Ele falou comigo como se eu fosse a subordinada dele e foi cuidar da vida dele, quando a minha está parada por causa dele. Sem alternativa alguma eu permaneci nessa mesa fingindo que não arruinei absolutamente nada, afinal, eles arruinaram a minha vida. O olhar de irritação do Salvatore sobre mim, faz-me questionar se ele desconfia de alguma coisa em relação a mim, ou ele só está irritado porque o fiz recordar de algo que ele covardemente tenta se esquecer. Não demorou muito e ele retirou-se da mesa e logo em seguida o Stefano que não tocou mais na comida. - Eu também preciso resolver alguns assuntos. - a Kassandra diz regressando lá de cima, pois, ela havia subido com o Salvatore. - Até mais tarde. - ela despede-se e humn... Fantástico. - Tchau! - eu despeço-a e depois dela despedir-se pela última vez da sogra ela sai. - Aparentemente a nossa conversa não serviu muito para você, Ella. - a Ginevra fala e eu a encaro. - Eu quero que esteja no meu quarto assim que terminar o seu pequeno almoço. - ela diz para mim e simplesmente sai. E eu contenho o meu sorriso de felicidade. Eu pego o copo de água, seguida pelo olhar da Chiben que está aqui. - Você é boba ou se faz? - ela questiona-me e eu me levanto. - Seja direta, Chiben. - eu lhe digo. - Você conhece mesmo o Alexander? - ela questiona-me, e eu a encaro. - O deixou ir sem o questionar, e não age como se estivesse simplesmente casada com o herdeiro da família Riina. - ela fala e eu a observo. - Ele ser herdeiro de alguma coisa devia mudar alguma coisa na minha forma de me comportar? - eu a questiono curiosa e ela sorri. - Você foi claramente só uma forma de escapatória e a opção mais acessível para o Alexander, pois, p**a que pariu, você é demasiado lenta. - ela comenta e eu ignoro a irritação que eu sinto dela. - Ele saiu farto de você e das confusões que você cria, ele com certeza deve estar indo encontrar alguma mulher, se ao menos conhece o Alexander, ele claramente não é homem que fica satisfeito com uma mulher. - ele diz e eu gostaria de entender o porquê isso me irrita. - Não seria diferente com alguém tão... - ela diz e eu pouso as minhas mãos na mesa olhando para ela. - Tão o quê, Chiben? - eu questiono-a irritada. - Onde merdas, você entra nessa situação? - eu a questiono. - Está com ciúmes, irrita você, pensar que o seu cunhado pode estar com outra pessoa, para além de você, mesmo estando casado comigo? - eu questiono-a e o seu rosto ruboriza intensamente. Mas obviamente ela não revida. - O seu esposo não me parece tão diferente do Alexander, me parece pior e eu asseguro a você, que devia prestar atenção no seu casamento, e deixar de se incomodar com o que não é da sua conta. - eu falo mais irritada do que eu gostaria. - Não me provoque, Chiben. - eu falo para ela e ela sorri. - Ou o quê? - ela questiona, me encarando desafiadora. - Você tem noção de quem eu sou? - ela questiona e eu sorrio. - Não faço questão, e se você for esperta o suficiente, não vai querer me conhecer também. - eu falo. - Eu não tenho medo de você. - ela pontua, e eu sorrio olhando nos seus olhos que infelizmente me lembram da Heyoon. - É uma escolha sua, apenas não diga que não avisei. - eu falo saindo de lá antes que eu perca a minha cabeça. - Você é uma grande i****a, já já, estará assinando os papéis do divórcio. - oh, que medo! Eu a ignoro e simplesmente centralizo a minha mente apenas naquilo que eu preciso fazer agora. E com certeza não são as aventuras do Alexander, ou nenhum m****o dessa coisa que eles chamam de família.
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