CAPÍTULO 7. ANOS DE JUVENTUDE-2

1941 Palavras

A primeira vez que aconteceu, chamou-me à atenção e voltei a enviar o documento do qual tinha cópia; da segunda vez já me pareceu suspeito; e à terceira, percebi que algo se passava, que já não era uma questão de “falta de sorte” em que o carteiro “perdia” sempre os meus manuscritos. Por isso, quando me pediam isso, dizia que não tinha tempo, que estava demasiado ocupado ou inventava outra desculpa qualquer, para não ter que lhes dizer que o governo estava a reter os meus dotes literários, se é que se podia dizer assim, ao censurar, para não dizer “roubar” as minhas obras, quer fossem capítulos ou livros. A princípio, essa situação pareceu-me revoltante, mas também não tinha a quem me queixar ou reclamar. Não ia escrever uma carta ao F.B.I a dizer para não o fazerem, entre outras coisas,

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