📓 NARRADO POR MAXIMILIANO A reunião foi um desfile de vozes inúteis tentando me ensinar a jogar no tabuleiro que eu mesmo desenhei. Saí antes do fim. Deixei os outros brigarem pelas migalhas enquanto eu pensava nela. Jamile. A p***a do nome ecoava como sentença. O bar do Lago Sul era o refúgio de sempre discreto, caro e longe de qualquer i****a com crachá de tribunal. Rafael já tava lá, copo na mão, camisa aberta no segundo botão, o mesmo sorriso de quem cheira problema e vem correndo. — Sabia que tu ia aparecer. — ele falou, sem levantar. — Tua cara de pós-reunião grita “preciso de uísque e confissão”. Sentei, pedi o de sempre. O garçom trouxe o copo, e eu deixei o gelo afundar antes de dizer qualquer coisa. — Me conta, Andrade. — ele começou, com aquele sorriso de sempre. — Com

