📓 NARRADO POR MAXIMILIANO O relógio da parede marcava 22h47. O uísque já tinha virado água e o silêncio do meu apartamento soava mais alto que o próprio ar-condicionado. Nada. Nem mensagem, nem ligação, nem toque na porta. Jamile. Fechei os olhos por um instante, mas o rosto dela não me dava trégua. Era como tentar dormir com dinamite no travesseiro. Levantei, tirei o paletó, afrouxei a gravata. Andei pelo apartamento como fera em jaula cada passo mais impaciente que o anterior. A p***a da cláusula sete ecoava na minha cabeça: “Ou você vai até mim, ou eu vou até você.” Peguei a chave, já com o sangue quente e o juízo meio pendurado. Ela queria jogo, e eu sempre fui o tipo que não foge de mesa. A mão girou a maçaneta e a porta abriu antes mesmo de eu dar o primeiro passo. Ela

