capítulo 83

1170 Palavras

📓 NARRADO POR JAMILE A porta bateu e eu fiquei parada do lado de fora, sentindo a mão formigar vontade de socar a parede, jogar o salto na cara dele , fazer qualquer coisa pra tirar o gosto daquele beijo, daquele contrato, daquele homem da minha pele. Mas o prédio não espera drama pessoal. O mundo corporativo fede a café requentado e hipocrisia não tem tempo pra luto nem pra surto. Dei três passos furiosos, o salto batendo seco, e quase trombei na Renata, que vinha descendo o corredor com a cara mais fofoqueira de Brasília. Ela parou, me olhou de cima a baixo, e arqueou a sobrancelha. — O que foi, Jamile? Tu tá branca igual papel, mulher. Respirei fundo, tentei não gritar. — Se eu abrir a boca agora, eu juro que sou presa, Renata. Ela arregalou os olhos, travando o tablet contra o

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR