capítulo 63

1167 Palavras

📓 NARRADO POR JAMILLE Fechei a porta do banheiro atrás de mim e encostei por um instante, como se aquele pedaço de madeira fosse capaz de segurar a pressão que ele deixava no quarto. Respirei fundo, soltei as sacolas no canto e encarei meu reflexo no espelho. Olhos vermelhos de tanta tensão, boca ainda marcada pelo veneno das nossas palavras. Abri o chuveiro. A água quente desceu em cascata, pesada, e eu deixei que levasse parte do peso junto. Passei a esponja devagar pelo corpo, esfregando cada canto como se pudesse arrancar dele as memórias de ontem, de hoje, de tudo. Cada gesto era calculado: sabonete deslizando pelo ombro, espuma cobrindo os s***s, escorrendo pelo ventre até as pernas. Um banho de guerra, não de descanso. Quando saí, a toalha grudou na pele quente. Sequei devagar, c

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