📓 NARRADO POR JAMILLE O salão inteiro parecia respirar com a gente. Os olhares vinham de todos os lados curiosos, fofoqueiros, prontos pra engolir qualquer sinal de escândalo. Mas Max não se importava com isso. Ele me puxou sem pedir, sem dar espaço pra reação. Um segundo eu ainda sentia o cheiro de whisky e raiva, e no outro, já estava no meio da pista, colada no corpo dele. A música era lenta, dessas que forçam contato. O braço dele passou firme pela minha cintura, a palma quente na minha pele através do tecido fino. Não era vulgar era posse. Posse silenciosa. Daquelas que dizem mais do que qualquer palavra. O olhar dele não piscava. A mandíbula travada, o maxilar pulsando de fúria contida. — O que ele te disse? — perguntou, a voz grave, roçando perto do meu ouvido. Fiquei

