capítulo 71

1837 Palavras

📓 NARRADO POR MAXIMILIANO Show. Ele queria um show. O problema é que comigo, espetáculo nunca é entretenimento é domínio. Puxei Jamile pra pista. O salão abriu espaço, e o som mudou grave, lento, quente. A palma da minha mão encontrou a cintura dela no mesmo ponto de sempre, aquele encaixe que a memória já sabia de cor. O vestido era outro. O cenário era outro. Mas o corpo... o corpo era o mesmo fogo disfarçado de elegância. Aproximei o rosto, a voz saindo baixa, firme, direto no ouvido dela: — Lembra da nossa primeira dança? Ela me olhou, o canto da boca subindo com deboche. — Difícil esquecer. Você parecia dono do bar. — Eu não parecia. — respondi, colando mais. — Eu era. Ela soltou um riso curto, provocante, e a batida coincidiu com o giro que eu dei nela seco, controlado, i

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