capítulo 81

1156 Palavras

📓 NARRADO POR MAXIMILIANO Ela olhava o papel como se fosse dinamite prestes a explodir. E, de certa forma, era. Fiquei quieto, observando. Jamile sempre teve esse olhar o de quem quer entender o jogo antes de jogar. Mas ali… eu era o tabuleiro inteiro. Cruzei os braços, me encostei na mesa e deixei o silêncio fazer o trabalho. Silêncio, comigo, sempre fala mais alto que qualquer ordem. — Você acha mesmo que eu vou assinar sem ler? — ela perguntou, o tom tenso, mas firme. — Acho que você confia em mim o suficiente pra isso. — respondi, sem piscar. Ela riu, seca. — Confiança não é exatamente o que você inspira, doutor. Dei um passo em direção a ela. Um só. O suficiente pra sentir o perfume de café e tensão que ela carregava desde São Paulo. — Eu inspiro resultado. — disse, bai

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